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Open Society incita EUA a exigirem mais transparência nas contas do petróleo angolano



Luanda - Várias organizações se têm debruçado sobre o problema: agora é a vez da Open Society exigir também mais clareza sobre os negócios com o petróleo angolano. O objetivo é aplicar as riquezas no combate à pobreza em Angola.


Fonte: DW


Não restam dúvidas que as cifras decorrentes da exploração do petróleo em Angola são altas e ultrapassam as dezenas de milhar de milhões. No entanto, qualquer número que descreva quanto entra ou sai dos cofres públicos todos os meses não passa de uma estimativa. Isso porque, como afirma a diretora de projetos da Fundação Open Society em Angola, Sizaltina Cutaia, em entrevista à DW África, não existe um consenso quanto aos valores, mesmo no seio do governo angolano.


Segundo Sizaltina Cutaia, "a luta pela transparência no setor petrolífero de Angola já perdura há alguns anos e em resposta a algumas críticas o ministério das Finanças angolano passou a publicar desde 2004, no seu sítio na internet, alguma informação sobre a produção petrolífera, por blocos, e também as receitas acumuladas."


Ministérios angolanos publicam números contraditórios


A diretora da Open Society em Angola constatou, no entanto, que a informação que o ministério das Finanças publica é diferente da informação do ministério do Petróleo, e da própria Sonangol. A discrepância entre os diferentes valores, na interpretação da Open Society, pode sugerir um descuido na administração dos cofres.

 

Um processo já tramita na justiça americana e investiga a possibilidade de fraude na liberação dos lotes para a exploração.


Sizaltina Cutaia explica: "Essa falta de concordância nos dados fornecidos pelos diferentes ministérios demonstra que não existe meio de saber quem tem os números certos e também prova que nem o ministério das Finanças, nem o ministério do Petróleo praticam qualquer monitoria sobre como as receitas são administradas pela Sonangol."


Falta de monitorização das finanças e empresas públicas


Recorde-se que em Angola não existe nenhuma instituição que faça monitorização aos negócios da Sonangol. Segundo os observadores, isso não está certo, porque a Sonangol como uma empresa pública, deveria prestar contas ao governo, assim como à Assembléia Nacional e aos cidadãos em Angola.


Em busca de uma solução para o problema, a Open Society está a tentar mobilizar entidades da sociedade civil, lideranças políticas e formadores de opinião, em busca de assinaturas para pressionar o Congresso americano a aprovar a lei que obriga todas as empresas que exploram petróleo a tornarem públicos os valores investidos e pagos aos governos onde ocorre a exploração.


Sizaltina Cutaia acredita que, dessa forma, os cidadãos angolanos passariam a ter acesso mais amplo aos números: "É importante tentar influenciar os Estados Unidos no sentido da administração norte-americana exigir mais transparência a parceiros económicos como Angola. Isso poderá facilitar o acesso dos angolanos à informação sobre a aplicação das receitas do petróleo."


Riqueza mal distribuida gera pobreza extrema num país rico


A Open Society defende que a forma de aplicação dos recursos provenientes do petróleo deveria ser decidida pela sociedade civil, sublinhando que Angola é um país rico em recursos naturais, mas continua com índices baixíssimos de desenvolvimento humano. Apesar de já ter encaminhado a primeira carta para o Congresso americano, a Open Society continua a recolher assinaturas a favor da causa e não pretente parar a campanha até encontrar um desfecho que assegure mais transparência nas questões do Petróleo em Angola.

Open Society incita EUA  a exigirem mais transparência nas contas do petróleo angolano

Comentários 

0AKA31-05-2012 20:44#1
ESSA TAL OPEM SOCIETY ESTÁ A FALHAR MUITO NO FIANANCIAMENTO DAS ONGs NACIONAIS NÃO MERECEM CONFIANÇA
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+1Zito31-05-2012 20:46#2
O filho do presisente [***] de ouro ou homen traseiro quer comer sozinho porico a solucao e escurracar esses parasitas de luanda .vosso dia esta chegR queremo nosso [***]mbo nossa bufunfa nossa massa
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+3RATO31-05-2012 20:54#3
JOSE EDUARDO É O GENERAL DOS BANDIDOS, ELE É APRIMEIRA PESSOA A ROUBAR TODO DINHEIRO ANGOLANO, COLOCANDO NOS SEUS COFRES, BASTA VERES AS DENUNCIAS DO DAVI MENDES COM BOA CLARIVIDENCIAS. SEM DUVIDA MAS NEM MENOS. JOSE EDUARDO É O GRANDE GATUNO ANGOLANO, PARA NÃO SER COAGIDO PELOS SEUS, DEEIXA OS SEUS TAMBEM ROUBAR.
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+1londrino31-05-2012 22:00#4
voces"Open Society" estao a pedir que a familia dos gatunos em Angola para parar de roubar"JES,Manuel Vicente,Kopelipas e muitos mais" isso e impossivel porque o roubo esta no sangue deles e agora tambem na dos filhos,filhas,esposas,primos estao todos contaminados com o cancro do roubo nos cofres de estado, a melhor coisa a pedir aos EUA e que nos ajudem a librar-mos desses bandidos e assassinios que nos governao que nunca ganharao as eleicoes no pais
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0Lukeny31-05-2012 22:45#5
Os EUA estão ocupados a defender aquilo que chamam de direitos humanos, pelo que crermos que coisas dessas venham a existir, como a sr na entrevista sugere, sinceramente, é um erro a que nós angolanos não queremos cometer. Portanto, eles têm a sua causa e o ditador por atroz que é, já está conforme ela o exigido em um contexto em que nunca sofreu pressão alguma ao contrário de outro dirigentes africanos que por não fazerem o que os EUA exigem, ameaçam-os cortar as ajudas ao desenvolvimento. Desenvolvimento que se não existe significa sofrimento de milhares de cidadãos desses países. Por tudo isso dizer-se que direitos humanos para ele é direitos que estimam, não é exagero algum. Viva Angola.
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-4JPPMundo01-06-2012 10:19#6
Estou farto de ler tanta burrice junta, alguma vez Angola exigiu aos Estados Unidos ou outro qualquer que apresentasse as contas dos seus países? Estúpidos colonizados, mil vezes ser do MPLA e defender a soberania do meu pais do que ser um escravo do ocidente.
Agora quanto ao fim do nosso candidato Hahahahahahahaha ignorantes, só quando os 7 milhões de militantes do MPLA assim o quiserem, Hahahahahaha enquanto isso estamos prontos para vencer sem piedade as eleições de Agosto de 2012. Pacóvios sem nação.
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0Prof.Kiluange-NYC02-06-2012 05:54#7
Quando o sr. Presidente da República diz que "não posso deixar de sublinhar também que muitas vezes nós seguimos modas, queremos imitar aquilo que os outros fazem, mesmo muitas vezes esta imitação redunda em práticas negativas" – nisso todos estamos de acordo! «Até porque» nos faz pensar que tipo de moda tem seguido os seus esquadrões da morte : Gestapo, PIDE/DGS, KGB?! O sr. Presidente é responsável por todos os actos de violência e abuso dos direitos humanos perpetrados pelos seus agentes contra cidadãos indefesos.É preciso que nos consciencializemos que se não nos unirmos na luta contra esse regime tirano e déspota, acaberemos por hipotecar o futuro das novas gerações vindouras por muitos e longos anos.Não permitamos que o sr. auto-proclamado Presidente da República leve para sua cova os nossos sonhos!!!
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0Cabinda333322-06-2012 10:11#8
Das riquezas do povo nao pode haver secredo do estado, ai que esta o problema. A populacao deve saber quanto que pais produz em petroleo, diamantes e outros recursos naturais ou de uma outra forma de producao de dinheiros, como e feito os negocios, quais sao as dividas que angola tem, e porque que temos estas dividas, enfim.... Nos devemos saber disso... Qual e o problema, vamos mudar a nossa atitude e devemos ajudar o proprio executivo ter uma ideia isto, fica muito mal todo o mundo olha para angola que se fosse um pais aonde nao existe leis, aonde somente existe gatunos, isto nao. Acho e gostaria na realidade que o executivo fizesse mais, muito mais neste momento e para sempre.
Um simples trabalhador na industria diamantifera e dos petroleos eles sabem quanto o pais faz na sua area, porque a producao nao secredo nestas empresas estrangeiras, os carregamento todo empregado sabe quanto que a sonangol vendeu por mes, nao ha secredo. Quando os ignirantes ficam aqui falar um secredo do estado entao que estaria a vender este produto nao podia ser um trabalhador simples tinha que ser somente do sistema do regime.
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