Londres - Mihaela Marinova, cidadã Búlgara que a cerca de 22 anos tem afirmado com bastante convicção ser filha de António Agostinho Neto, recorre ao povo angolano para obter parte da sua identidade que lhe foi negada desde o dia que ela veio ao mundo.
*Master Ngola Nvunji
Fonte: Mwangole TV
A outra filha de Agostinho Neto, como é tratada pela midia, apela aos angolanos a ajudarem-na no sentido de exigir as autoridades angolanas a criarem condições legais e transparentes para que se efectue um exame de ADN, para determinar se e' ou não filha de quem ela diz ser.
Numa entrevista que concedeu recentemente ao programa de televisão Mwangole TV, Mihaela, lamentou a indisposição do governo angolano e da família de Agostinho de darem um tratamento adequado ao assunto: “São 22 anos a lutar por um direito que me cabe, o de ser reconhecida como filha de Agostinho Neto. Tanto a família do meu pai como o governo angolano sempre souberam da minha existência, hoje estou com 38 anos e eles sabem da minha existência desde que eu tinha 15 anos, não é necessário ser cientista para dar conta que sou filha de Agostinho Neto, os rasgos do meu pai estão bem estampados em mim.
Em relação os motivos que a impedem de ser reconhecida como filha de Neto, ela respondeu: “Existe muito mistério em torno a minha história, o governo angolano já enviou vários representantes para tratarem do meu assunto, mas como sempre, o que me dizem, nao passa de promessas. Estou a vinte e dois anos a responder as mesmas perguntas e a receber as mesmas promessas que acabam sempre por não ser cumpridas.” Mihaela disse ainda na entrevista, que o que mais a deixa indignada é o comportamento da família de seu pai. “Se do governo angolano só tenho recebido promessas não cumpridas, da família do meu pai, por mais inacreditável que pareça, só recebi, até agora desprezo, humilhações e até mesmo ameaças”. Segundo Mihaela Marinova, as ameaças foram proferidas pela viúva de Agostinho Neto, Maria Eugenia Neto, num intento de a impedir tornar público a informação de que Agostinho Neto é seu pai.
“Quando vivia em Harare/Zimbabwe, fui convocada a comparecer com urgência na Embaixada da Bulgária naquele país, fui recebida pelo Embaixador e na presença do meu esposo, ele me ameaçou dizendo, para não dar sequencia as alegações de que sou filha de Neto, de contrario iria ter consequencias graves. Ele disse que recebeu uma chamada da viúva da pessoa que eu digo ser meu pai, pedindo-lhe para me avisar a não continuar a dar entrevista nos jornais e dizer que sou filha de Agostinho Neto, de contrario ela não se responsabilizaria do que pudesse vir a acontecer, pois haveria uma reacção por cada acção que eu tomasse.”
Em 1999, por recomendações de Ruth Neto, irmã menor do falecido Presidente Agostinho Neto, Mihaela foi levada a Pretoria pelo então Vice-Ministro das relações exteriores, Francisco Romão, para efectuar o exame de ADN e de uma vez por todas por fim a saga Mihaela Marinova vs Neto. Mas isso não passou de uma utopia, o teste não foi capaz de determinar se Mihaela é de facto a outra filha de Agostinho Neto. O resultado veio inconclusivo.
“Foi tudo muito estranho, foram eles que escolheram o país (África do Sul) para fazer o teste, escolheram a clínica, o Doutor e o mais estranho, Maria Eugenia Neto, também deu amostras de seu sangue para o teste quando o que estava em causa era disputa de paternidade e não de maternidade.”
Mihaela diz que enquanto a família Neto recebeu o resultado dos exames umas semanas depois do mesmo ter sido feito, ela, só recebeu quase um ano depois e como muito esforço. “O tempo foi passando e não sabia nada em relação o resultado do exame, liguei varias vezes a Clínica para saber dos resultados, e eles negavam rotundamente dizer qual foi o resultado, limitavam-se apenas em dizer que já haviam enviado o mesmo para família e são eles, os que tinha o dever de informar do resultado. Passado um ano, depois de muito insistir, recebi o resultado e, para minha surpresa, o resultado veio inconclusivo”.
Mihaela, com toda razão, diz que o facto do resultado do primeiro exame vir “inconclusivo,” ela tem todo direito e vai continuar a afirmar que é filha de Agostinho Neto, pelo menos até que se prove o contrario. “Eu sou filha de Agostinho Neto e eles sabem muito bem. O teste de ADN foi apenas uma formalidade, se eu não fosse filha de Neto, o resultado seria um NÃO (negativo) grande, mas este não foi o caso, uma família poderosa como a do meu pai, tem todas as condições para exigir que se faca um teste de ADN dentro dos parâmetros da legalidade e com resultados conclusivos.
Mihaela, que agora goza da simpatia e amizade de muitos angolanos, conta com eles para lhe ajudarem a obter o que é dela por direito, o direito a família, o direito de acrescentar ao seu nome o apelido Neto. Assim decidiu proceder à recolha de assinaturas de angolanos através da internet para apoiar uma petição dirigida ao Ministro da Relações Exteriores George Chicoty, a pedir que se criem condições junto da família de Neto para se efectuar um novo exame de ADN legal e transparente.











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Comentários
DNA angolano é a aparência....
Assinado ela e irma nossa.
A Luta continua.