NOTA DE IMPRENSA
1. A UNITA condena a onda de repressão policial que se verifica em todo o país contra manifestantes que apenas têm procurado reivindicar, por meios pacíficos, os seus direitos consagrados constitucionalmente. Em violação a estes direitos, vários cidadãos têm sido detidos, torturados e violentamente espancados, por elementos da polícia nacional. Esta onda de repressão não tem poupado jornalistas nacionais e internacionais.
2. A UNITA igualmente condena a repressão policial que se verificou contra os seus militantes, que pretendiam no dia 15 de Julho preparar as actividades alusivas a mais um aniversário da JURA, que incluíam a colagem de cartazes, bandeiras e dísticos pela cidade de Luanda. A Polícia Nacional impediu tal actividade, tendo mesmo um dos responsáveis da Polícia Nacional do Rangel rasgado um dos cartazes com a figura do Presidente Isaías Samakuva.
3. A UNITA lembra a opinião pública nacional e internacional que a Constituição da Republica de Angola consagra o direito a manifestação. Assim, nos termos da Lei, é garantida a todos os angolanos a liberdade de reunião e de manifestação pacífica, e sem armas, e sem a
necessidade de qualquer autorização.
4. A Constituição igualmente impõe um tratamento igual a todos os partidos políticos, por parte das entidades que exercem o poder público, e portanto a Polícia Nacional deve dar o mesmo tratamento a todos os partidos políticos legalmente constituídos em Angola, e não
privilegiar as actividades do partido no poder e discriminar os outros, com recurso inclusivamente à força brutal.
5. A UNITA denuncia o reforço de efectivos da polícia de intervenção rápida em certos municípios de algumas províncias do interior do país, como parte da estratégia do regime de José Eduardo dos Santos, de intimidação eleitoral para incutir o medo nos eleitores e condicionar o voto. Os acontecimento ocorridos na comuna de Kapupa, a 68 quilómetros do Municipio do Cubal, na província de Benguela, entre os dias 12 e 14 de Julho de 2012, sob orientações do Administrador Comunal de Kapupa, que pretendeu inviabilizar as actividades da UNITA nessa localidade, resultam dessa postura a todos os títulos condenável. As autoridades locais da comuna de Kapupa tinham sido previamente informadas sobre a realização das actividades politicas da UNITA nessa localidade, pelo que não se justificam as agressões feitas contra os militantes da UNITA nem a deturpação dos factos ocorridos pelos meios de comunicação pelos órgãos de comunicação social públicos que transformaram os agressores a vitimas, com o claro objectivo de denegrir a imagem da UNITA, nesta fase de pré-campanha
eleitoral.
6. A UNITA apela uma vez mais,às forças da ordem a agirem com sentido de Estado Republicano e não ao serviço da ditadura do regime de José Eduardo dos Santos, que termina o seu mandato a 31 de Agosto de 2012.
7. A UNITA apela a comunidade internacional, a Amnistia Internacional e a Human Rights Watch, em particular, não só para acompanhar com atenção a evolução da situação politica em Angola, como também para pressionar o governo angolano para por termo ao uso da força contra
manifestantes pacíficos, contra defensores dos direitos humanos, contra jornalistas e políticos da oposição para que se crie no país um clima de tranquilidade propício ao processo eleitoral.
Luanda, 16 de Julho de 2012
O Secretariado Executivo do Comité Permanente












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Comentários
A Ditadura está borradinha de MEDO! Já sentem o chão a fugir-lhes debaixo dos pés, é o descontentamento crescente, é a perda do medo por parte da Juventude que não desiste de se manifestar, é a deserção de cada vez mais Militantes seus para outros Partidos, é a espinha na garganta que não conseguem retirar da denúncia pública de todos os seus podres nos Sites Oposicionistas, é o quase total estranho silêncio dos "Intelectuais" do Regime quase a parecer deserção (não me apontem os "Intelectuais" do JA, o ManRibas e o Queiroz porque esses são tudo menos Intelectuais, esses dois boçais nem na Tuga terão futuro profissional quando tiverem de bater com os tornozelos na bunda para fugirem de muita surra!), enfim, são medos atrás de medos e num crescendo imparável...
Mas o pior que tudo é o seu MEDO de que desta vez muitos dos seus habituais militantes sigam os passos dos filhos do Mendes de Carvalho, mesmo que aparentemente não o mostrem mas no dia do Voto lá ponham a sua Cruz noutros Partidos mesmo a dizerem à boca cheia que votaram mais uma vez no EME! Junte-se o MEDO de não conseguirem fazer a batota como querem por desta vez estar toda a gente de olho e ter-se-à uma ideia do pânico em início acelerado nas hostes do MPLA...
Será que é desta ou o MEDO vai continuar a reinar em Angola ad-eternum?
Viva UNITA
A manifestação é um direito que esta' consagrado na nossa “combalita Constituição.” O que o articulista esquece-se de mencionar [deliberadamente] e' que os jovens sairam `a rua para se manifestarem contra um despota que se esconde nas capas de um partido... tentado assim esquivar-se de possíveis encargos criminais que lhe recaem.Que raios teriam os jovens de se manifestarem contra uma figura politica tão agastada, cínica e hipócrita, se não fosse o “mastermind” do saque desenfreado do nosso erário público e causador da miséria em que nos encontramos mergulhados? Mas, afinal quem entre nós e' o promotor da mafia international – sejamos honesto p'ra conosco apenas por um segundo?!
Nao me lembro partido algum de pintar a minha casa ou mandar pintar.
Aconselho a aderirem as empresas publicitarias da qual têm espaços apropriados para Tais panfletos
Obrigado e boa sorte nas eleiçōes de 2012
ra vem o Samacurvas tentar dar a curva aos outros