Manifesto Eleitoral da UNITA aposta na união para a mudança
Luanda – O Manifesto Eleitoral da UNITA, maior partido da oposição em Angola, apresentado na última sexta-feira, em Luanda, pelo seu líder, Isaías Samakuva, propõe aos eleitores a união para a mudança no país, "onde a democracia não seja apenas um sonho".
Fonte: Lusa
No prefácio que abre as 44 páginas do documento, Isaías Samakuva socorre-se das palavras que John Kennedy proferiu em 1961, na posse como 35.º presidente norte-americano, e desafia os angolanos a não questionarem o que Angola pode fazer por eles, mas sim o que podem eles fazer por Angola.
"Caminhem ao nosso lado. Juntos vamos mudar Angola e colocar os angolanos no centro da mudança. 'Unidos pela Mudança' [lema da campanha eleitoral] vamos todos construir uma Angola para todos, um País onde a Democracia não seja apenas um sonho", frisa Samakuva no prefácio.
A política de inclusão da UNITA assenta em 42 capítulos, que vão desde a garantia de "uma governação de todos e para todos" até à proposta de actualização do salário mínimo para 50 mil kwanzas. O salário mínimo em Angola, conforme os sectores de actividade, varia entre os 11 mil kwanzas e os 16 mil kwanzas.
"Querermos um Angola diferente da que temos", frisa o Manifesto, que reclama que "a definição de um salário mínimo nacional a pagar aumenta o nível de vida dos trabalhadores e reduz a pobreza".
A igualdade de oportunidades, a defesa do Estado de direito democrático, a aposta na economia social de mercado, o compromisso de primeiro assegurar alojamento e só depois demolir, acabando com o que designa de "demolições selvagens" e a criação de programas geradores de empregos na indústria e agricultura são algumas das metas que a UNITA se propõe cumprir, caso saia vencedora do escrutínio de 31 de agosto.
No Manifesto Eleitoral, sem se comprometer com números, à excepção da promessa de fixação do salário mínimo, a UNITA garante que vai diversificar a economia angolana. Aqui, a prioridade é "o fomento e modernização da actividade do sector primário da economia, com destaque para a agricultura, pecuária e pescas".
"Defendemos uma economia aberta, moderna e dinâmica, que corresponda à era da globalização, mas sem pôr em risco os interesses nacionais", lê-se no documento. A facilitação de crédito às pequenas e médias empresas é outro dos compromissos assumidos com o eleitorado, com a UNITA a assegurar que vai considerar o apoio aos antigos combatentes e ex-militares como "um problema de segurança nacional e de estabilidade do país".
A institucionalização do ensino de qualidade, com a garantia de 13 anos de escolaridade mínima, obrigatória e gratuita, o pleno acesso à água potável e ao saneamento e a "resolução definitiva" do problema da rede eléctrica, com distribuição universal de electricidade e o fim da necessidade de se comprarem geradores, além da promessa de que um futuro governo da UNITA "assumirá a responsabilidade de pagar as consultas e os medicamentos das famílias mais carenciadas", completam o leque de compromissos sociais do partido.
A luta contra a pobreza será considerada "um problema de segurança nacional" e o combate à corrupção é salientado como "um dos eixos prioritários da acção política", para o que será criada uma Alta Autoridade Contra a Corrupção. "Com o governo da UNITA, ninguém será perseguido devido às suas convicções políticas", lê-se ainda no Manifesto Eleitoral, que no capítulo da Defesa Nacional e Ordem Pública se propõe "trabalhar no sentido de estabelecer um Serviço Militar Obrigatório de cerca de 18 meses".
Relativamente a Cabinda, a UNITA anuncia que vai procurar alcançar "logo após as eleições e por via do diálogo abrangente e inclusivo com todos os representantes legitimados" pelos cabindas "uma solução político-administrativa que dê respostas plausíveis às aspirações do povo do enclave". A solução a encontrar inscrever-se-á sempre no quadro da reforma do Estado angolano, com a UNITA a assumir "o desejo de pacificação" e "manutenção de uma paz e desenvolvimento duradouros".
No capítulo Política Externa, que encerra o Manifesto Eleitoral, a UNITA assegura que honrará os compromissos do Estado angolano e "consolidar a identidade africana de Angola e incentivar a sua integração regional", bem como "empenhar-se activamente nos esforços diplomáticos com vista à prevenção e resolução de conflitos" no plano internacional.
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Agora publicar tambem a lista de candidatos a deputados por favo queremos conheçe'los
Viva unita ,,,viva angola
Mentiroso, simplesmente! Ha vários países no mundo com riqueza, que salário praticam? Esse tio não tem noção de estado, cuidado. Nao terá como pagar isso, porque o Parlamento vai-lhe chumbar, coitado!
Se ele continuar a mentir, os Angolanos honestos voltarão a lhe castigar a serio mesmo! Cuidado, porque, a RAZÃO HÁ DE VENCER!
lUANDA NAO EH ANGOLA...
este ano o bom manifesto é de UNITA e SR, SAMAKUVA. não José Eduardo dos santo que a muito tempo nos aldrabão .
nao amas camisola do MPLA enquanto você na misérias.
AMAR ANGOLA, é um bicho de muitas cabeças q tem causado dificuldades na governação do actual regime político do mpla visto q é constituido na sua maioria por individuos q não AMAM ANGOLA amam sim o q AngolaTem, potanto a UNITA, foi feliz ao trazer no seu manifesto as principais aspirações do POVO INDIGINA e de todos aqueles que amam e lutam por ANGOLA. "APOSTA NA UNIÃO PARA A MUDANÇA EM 2012"
Em 1988 num comicio proferido pelo saudoso Presidente Jonas Savimbi na comemoraçao do 11 de Novembro.
Acabara por definir as linhas estrategicas que podiam mudar o rumo de Angola e do seu povo.
O Manifesto da Unita nao é de 2012 mas sim um manifesto que dista a 24 anos. É de reconhecer que esse manifesto traça o caminho dum verdadeiro Angolano conscio da dignidade a que merece.
Presidente Savimbi ja falava da boa governaçao, da Solidariedade, da liberdade de consciencia e pensamento, da corrupçao enfim. Entao esse manifesto so vem provar o regresso das palavras que o Presidente Savimbi Costruira um dia. Jonas Savimbi era um mestre em administraçao mas do que um professor e lider.
Os lideres sao aqueles que ensinam, aqueles que antecipam o pensamento, o querer e o anseio do povo e metem em miniatura o pensamento e executam.
Viva Angola e os Angolanos.