FNLA diz que país não pode ser "polícia" da África Austral

Luanda – O presidente da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) defendeu esta quinta-feira, 02, que Angola não pode ser o "polícia" da África Austral, "criando problemas adicionais aos que já tem". Lucas Ngonda, que falava à margem da cerimónia de apresentação do programa de Governo para as eleições de 31 de agosto, considerou que Angola tem em primeiro lugar que tratar dos seus próprios problemas.

Fonte: Lusa

"Esta história de sermos o polícia da região, para tratar dos problemas de países amigos, pode-nos trazer muitos outros problemas" frisou. Vencedor reconhecido pelas autoridades angolanas da disputa interna que manteve com Ngola Kabangu pela liderança do partido, que hoje detém três deputados no parlamento eleito em 2008, o político tem sobre os ombros a tarefa de lutar por manter a representação parlamentar.

Para nestas eleições, a FNLA dá prioridade à justiça social, com destaque para a educação, com vista a, salientou, "apostar na formação do Homem como única via para a sua emancipação". "O desenvolvimento sem educação é criação de riquezas apenas para privilegiados", disse. O programa de governo contempla ainda a garantia do emprego, o fomento da agricultura sustentável, como primeiro passo para a criação de uma indústria transformadora e o direito à habitação.

Partido histórico angolano que iniciou a partir da União dos Povos de Angola (UPA) a luta de libertação do colonialismo português, Lucas Ngonda destacou do programa de Governo a atenção que considera dever ser dada aos antigos combatentes, que não têm ainda as regalias merecidas.

Por outro lado, defendeu a urgência da reforma da justiça para, considerou, "acabar com as injustiças sociais, apostar na formação do homem, garantir ao cidadão o direito à terra e a participar no processo de desenvolvimento de Angola". "Esta sociedade vem de uma dominação colonial servil", salientou.

A apresentação do programa de governo da FNLA coincidiu com a passagem do quinto aniversário sobre a morte de Holden Roberto, fundador do partido, e no início da cerimónia observou-se um minuto de silêncio para assinalar a efeméride.

Lucas Ngonda disse lamentar que depois da morte de Holden Roberto o partido tenha atravessado uma crise interna. "Temos a lamentar que depois da sua morte, o partido ficou com vários outros problemas, que ainda não estão resolvidos. Mas temos estado a fazer tudo no sentido de terminarmos com todos os diferendos que existiam. Agora o partido encontrou a sua unidade", afirmou





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