Contestação eleitoral provoca luta entre militantes da UNITA e do MPLA
Bíe – A impugnação dos resultados eleitorais de 31 de Agosto resulta em pancadaria entre militantes da UNITA e do MPLA e na detenção de dois membros do maior partido na oposição no Bié. Uma testemunha conta que o incidente ocorreu no dia 17 de Setembro, na Aldeia de Kassola, município da Catabola.
Fonte: VOA
Uma dezena de apoiantes do MPLA insurgiram-se contra dois membros do Galo Negro alegando que as reclamações apresentadas por aquele partido na oposição ao Tribunal Constitucional não alterariam os resultados eleitorais e prometeram represálias.
De acordo com testemunho de Daniel Aires Sawandi, na troca de palavras os militantes da UNITA agrediram membros da JMPLA. Minutos depois acorreram ao local agentes da polícia para repor a ordem e detiveram os militantes da oposição, Armando Kassanga e Ermesto Katchimulingue que foram transportados de motorizadas para uma cadeia da comuna da Chiuca. Durante o caminho, foram espancados pela polícia.
No dia 18 de Setembro, militantes da UNITA concentraram-se defronte à unidade policial de Chiuca para protestar contra a detenção dos seus companheiros e a polícia decidiu evacuar para o comando municipal da Catabola. Esta manha, 19 de Setembro os detidos foram para a comarca do Kuito.
Kajomba Leite, porta-voz da UNITA no Bié disse-nos que no dia 16 do corrente, o administrador comunal de Caxinde, Paulo Kosse, deslocou-se para a aldeia de Tchisse, tendo orientado a polícia e os Serviços de Inteligência e Segurança do Estado para prenderem alguns militantes do Galo Negro entre eles, Alberto Domingos, Severino Tchimbunde e Francisco Kajingo. Estes, apercebendo-se da situação, abandonaram a sua aldeia e se refugiaram na sede do municio de Chitembo.
Leite deu ainda a conhecer que no dia 18, Kosse regressou a aldeia onde presidiu um comício. Durante a sua intervenção de acordo com a fonte, prometeu deter os militantes da UNITA que perderam as eleições e estão com mania de impugnar os resultados eleitorais. Uma fonte governamental, desmentiu as informações alegando que essa invenção não passa da velha técnica do Galo Negro para ganhar visibilidade.
Já em Benguela, o governador Armando da Cruz Neto, disse que “os partidos que contestam os resultados eleitorais e que interpuseram recurso ao Tribunal Constitucional, estão à procura duma justificação para darem aos seus patrões”
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Embora o Congo e Portu gal tenham sido parceiros comerciais e realizassem de um intercâmbio cultural durante o século XVI, o estabelecimento de uma colônia portuguesa em Angola em 1575 afetou essa relação. O Congo inicialmente, auxiliou Portugal em Angola, enviando um exército para ajudar o governador português Paulo Dias de Novais quando da sua guerra contra o vizinho Reino Africano de Ndongo em 1579. Mas, posteriormente, como Portugal tornou-se mais forte, começou a fazer frente a supremacia do Congo na área e em 1622 se rompeu definitivamente quando um grande exército português invadiu o Sul do Congo e derrotou as forças locais na Batalha de Mbumbi. Pedro II, Rei do Congo na época, respondeu pessoalmente, detendo a invasão na batalha de Mbamba. Ele então procurou a Holanda, propondo uma aliança com os holandeses para expulsar os portuguêses de Angola. Esta aliança só veio a se concretizar em 1641, quando forças holandesas tomaram Luanda e se juntaram a um exército do Congo, forçando os portugueses a retirar-se para o interior. No entanto, eles não foram capazes de expulsar os portugueses de vez e como resultado os portugueses acabaram derrotando os holandeses em1648.Origens da guerra
Nos anos seguintes à retirada dos holandeses, governadores angolanos procuraram obter vingança contra o Congo e apoiaram o comércio de escravos com uma política altamente agressiva. Incluídos nesta política foram ataques contra a região formada por pequenos reinos semi-independen tes chamada de Dembos, que separava a Angola do Congo.
Congo e Angola alegavam autoridade sobre Dembos.
O Rei António I, um monarca agressivo em seu próprio direito, negociou com a Espanha para renovar uma aliança anti-portuguesa , e também enviou Embaixadores para Dembos para persuadir os reinos a aderirem ao Congo contra os portugueses, prometendo auxílio espanhol.
Em 1665, um destes pequenos reinos, em Ambuíla, passava por uma luta de sucessão e as várias facções conflitantes pediram ajuda ao Congo e Angola. Ambos os lados responderam com exércitos.
[editar]A batalha
O núcleo da força portuguesa, comandado por Luis Lopes de Sequeira, era composta por 450 Mosqueteiros e duas peças de artilharia. Também havia soldados do Brasil, africanos e nativos americanos, bem como de Imbangala e outras forças africanas somando cerca de 15000 soldados. O exército congolês incluía um grande número de arqueiros camponeses, provavelmente cerca de 15000, e cerca de 5000 soldados de infantaria pesada equipados com escudos e espadas, e um Regimento de mosquete de 380 homens, 29 dos quais, portugueses, liderados por Pedro Dias de [***]l.
Ambos os exércitos estavam operando a alguma distância de suas principais bases. Tinham marchado alguns dias para chegar ao campo de batalha, ao longo do vale do Rio Ulanga ao sul da capital de Ambuila. Montanhas íngremes e o Rio definiam o lado leste do campo de batalha, e cristas baixas a oeste. As forças portuguesas tomaram posições entre os dois, com suas forças africanas implantadas nos flancos e os mosqueteiros tomando uma formação em forma de diamante no centro, ancorada por sua artilharia. As forças de Imbangala ficaram na reserva.
O exército do António avançou sobre a formação portuguesa com uma vanguarda, seguida por três divisões de sua infantaria pesada e os arqueiros nos flancos. O Duque de Bengo comandou a reserva. Nos estágios iniciais da batalha, os arqueiros Congoleses varreram a maioria dos arqueiros africanos das forças portuguesas do campo e, em seguida, lançaram ataques contra os mosqueteiros portugueses, apoiados por ssua própria infantaria pesada e mosqueteiros. Apesar dos combates, os Congoleses não conseguiram quebrar a formação portuguesa e António foi morto na tentativa final. A maioria das forças do Congo se desorganizou após a morte do rei. Os sobreviventes só foram capazes de retirar-se graças à habilidade do Duque do Bengo na retaguarda e as reservas.[2]
Mais de 400 soldados da infantaria pesada do Congo foram mortos no encontro e muitos mais dos arqueiros. Juntamente com estas perdas, foi a do capelão real, o padre capuchinho Francisco de São Salvador (Manuel Robrerdo na vida secular). O Filho de sete anos do rei António foi capturado. Após a batalha, a cabeça do rei foi enterrada com cerimônia pelos portugueses na Capela de nossa Senhora de Nazaré, situado sobre a Baía de Luanda, e a coroa e o Cetro do Congo foram enviados para Lisboa com o troféus.
Portugal obteve um ato de vassalagem de D. Isabel, a regente de Ambuíla, mas foi incapaz de exercer qualquer autoridade real sobre a região, uma vez que suas forças tinham se retirado. Em 1693, eles tiveram que retornar na tentativa de subjugar a região novamente. O resultado primário no Congo foi que a ausência de um herdeiro imediato colocou o país em guerra civil. Esta guerra civil, que durou meio século, levou à descentralizaçã o do Congo e mudanças fundamentais, levando a historiadores congoleses, mesmo em 1700, colocando a batalha como um ponto de mudança decisiva na história do seu País.
a tua boca e latrina e retreta sem pia cujo papel higenico e jornal de Angola.