Luanda – O Club-K, “o Clubinho” como é familiarmente tratado, celebra mais um aniversário! Não é para mim relevante quantos “anitos”! O Lucas Pedro, o representante em Angola, disse-me que eram 12.

Fonte: Club-k.net

Volto a dizer que não é relevante o número de anos, mas a forma rápida de afirmação. Mais relevante ainda foi o sentido de oportunidade e a capacidade criativa proporcionaram um “aviamento político e comercial” de tal modo que cedo passar a integrar os alvos a atingir “pelos inimigos” da liberdade.

Tornaram-se mais notórios os ataques contra si. Como resultado desta situação, algumas vezes, o site ficou inacessível! Imagina-se o “assedio” por que passam os membros do staff.

Há alguns anos, creio ter sido entre 2004/5,  fui convidado a escrever para um site concorrente. Fi-lo com muito interesse. Conheciam-se as minhas filiações à oposição. As coisas viriam a mudar drasticamente, á medida que nos aproximava-mos do ano de 2008.

Como tem sido provado no tempo, ninguém é indiferente aos fenómenos políticos, mesmo aqueles que circunstancialmente se apartam, colocando-se do lado do grupo dos “bons indiferentes”. Revejo-me do lado dos defensores da integridade da consciência.

Acredito na fidelidade da consciência. Julgo que  ninguém (excepto a Divindade) de penetraria, uma  sã consciência, fecunda nos berços da moral e da boa educação, a ponto de torná-la imune e neutralizar o exercício da boa prática jornalística dum escriba.

Apesar de ter surgido mais cedo, só mais tarde, se viria a ouvir falar do Club-K ... Club K daqui, Club K dali! Algumas vezes com certo constrangimento, mas também estupefacção pelo género de informação exclusiva e original. Em certos meios, o Club-K era assunto secreto! Outros falavam em meio a alguma desconsideração!

O momento do nascimento coincidiu porém com a expansão do uso da internet em Angola, fruto dos investimentos feitos neste sector pelo Executivo, em parte devido as necessidades impostas  pela procura nos diversos mercados na nossa economia.

Ao pretender exercer controlo sobre a internet, intenção deliberadamente manifestada pelo Executivo, apesar de não posta de parte, assunto que passou a ser abordado no âmbito da revisão do Código Penal, processo em curso, é revelador de preocupações. 

Talvez não haja consciência da utilidade desta ferramenta por parte do staff do Club-K que explora vantagens, de ter as plataformas informáticas instaladas fora do espaço físico e territorial ao alcance da “manus” dos decisores políticos, cujo poder desequilibradamente o exercem.

Uma ditadura encapuzada, mas com indisfarçáveis traços duma ditadura de facto, seja ela subtil ou não: dirigentes que “não se vêm obrigados a cumprir a lei”; “concentram muitos poderes” e “utilizam abusivamente a propaganda” mesmo depois das eleições. Não discursar na Assembleia Nacional, ou não ter vontade de regulamentar a lei de imprensa...

O surgimento do Club-K é também histórico pelo alcance dos públicos e creio de abertura à diversidade das fontes. Mas sobretudo pela bravura dos jovens gestores, é uma conquista e um património firmado no contexto da asfixia editorial nos meios clássicos de comunicação social   (inexistência de rádios comunitárias, títulos periódicos alienados, direcções de rádios comprometidas e o não cumprimento das leis em contravenção a Constituição).

É muito apreciado. Mas tem também os seus contestatários, como é óbvio! Nesta conseguida dimensão, ao “Clubinho” recomenda-se refinar o toque jornalístico para, enquanto produtor de notícias propugnem os equilíbrios editoriais do ponto de vista jornalístico, aceitáveis.

Por se tratar dum espaço aberto e de opinião, recomenda-se o reforço das capacidades de vigilância sobre as intervenções insultuosas, desvirtuosas ...  Os números e as estatísticas revelam sucesso. Mas não se esqueçam malta, “é sobre bom tecido que cai a nódoa”.



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