Luanda – Desde os primórdios da independência que a comunicação social exerceu seu papel preponderante na formação, informação e entretenimento dos angolanos. Nunca se deparou com a avalanche de redes viciadas como as actuais, até porque não era lucrativa. Os mecanismos de execução e controlo eram tão eficientes que nunca deixaram o sector refém de uns tantos que se consideram os donos e papões dos recursos do sector.
Fonte: Club-k.net
Com a criação do Ministério sombra, instalado no Palácio Presidencial e liderado por quem já se conhece pelo seu movimento e apetência egocentrista, com capacidade de apregoar todo tipo de estratégias que ofusque o desempenho do actual titular da pasta, tal como investiram contra a antiga titular, se desenha uma dualidade de mando das duas principais instituições como vem acontecendo seis meses a esta parte.
De certo que entre colidir com os detentores do Ministério sombra e manter-se em silêncio na toca, o melhor para o Ministro é a segunda opção. Possuidores de um poder intriguista fulminante, joga-lo ao tapete, é uma questão de estalar os dedos. Em razão disso, os Conselhos de Administração actuais, receberam voto de confiança para procedimentos definitivos. Lá isso é obra.
Caçadores da mutala, principalmente nos períodos especiais e extraordinários, como são o caso das eleições e investimentos corporativos, conhecedores da vulnerabilidade e cedência das entidades quando se toca o assunto comunicação Social e aproveitando-se da localização funcional e estrutural nas entranhas do palácio, criaram tentáculos e amarras ao titular da pasta fazendo-o refém quanto a reformas a empreender, devendo conformar-se com as turmas do Ministro Sombra.
O cognominado Cabeça pelo tamanho, Jack o estripador pelos males que causa ao tecido humano no sector ou ainda o Gavião, pela capacidade chantagista e usurpação de poderes, tem sete vidas e renasceu das cinzas do mal e ainda vai se vingar.
Aquando da sua recente visita a República da Namíbia, Manuel Rabelais, o Ministro sombra arrastou consigo alguns membros de proa dos órgãos sob o olhar silencioso do titular. Implica dizer que pelo andar da carruagem, há aqui uma sobreposição de poderes orientadores aos órgãos. Existe aqui um paralelismo onde as orientações daquele que diz estar mais próximo do chefe do executivo são válidas.
Os meandros negros das duas principais empresas, Rádio e Televisão são percebidos por todos, a desconcertação, apatia, medo e fofoca. Até de trabalhadores de baixas categorias têm um conto pejorativo sobre estes monstros assaltados nas vésperas das eleições pelas mesmas pessoas que haviam cavado suas sepulturas.
Estão todos de olhos na expectativa, aguardam do actual titular alguma visão mais promissora e um dedo de conversa com aqueles que operam as máquinas, embora o cepticismo leva a crer que o cenário pode não mudar assim tão cedo. Diz-se a boca pequena que a cumplicidade do passado, fez tomar o boi pelos cornos e as reformas no sector, são uma miragem. Prova disso, o titular não pretende mexer no formigueiro.
Vale apenas ser Ministro, quando o verdadeiro poder é exercido por detrás de sua cadeira?












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Comentários
Com JES, tudo aqui funciona em forma de chantagem. A verdadeira rede mafiosa está instalada em Angola e não na Itália.
Se pelo menos os Angolanos tivessem o senso e cultura da justiça, nada do que diariamente nos fazem engolir poderia estar a acontecer e durante tantos infindaveis anos...
Uma governação democrática nunca deve ter como pivot, um pornográficamente despudoroso NEPOTISMO...Até o ministro das Finanças é Cunhado da Ana Paula do Kapriquito
Este clientelismo doentio não vai ajudar nos em nada para podermos lograr os objetivos preconizados no âmbito da construção duma Nação como tal, que possa existir ao mesmo pé de igualdade com os demais que já funcionam normalmente.
Precisamos de ter principalmente um Parlamento justo e funcional, Forças de defesa e segurança patrioticas, Uma Justiça verdadeiramente justa e isenta, um Executvo inclusionista e execuivel e uma comunicação social IMPARCIAL
Caso contrário estaremo sempre a marcar passos, sem sequer nos movermos um único milímetro.
Pior ainda, quando a contrapartida são uns catedráticos de diploma comprado que de televisão nada percebem, Apenas debitam teorias de "copy past" que nem sabem o que, na prática, querem dizer.
Também duvido das aptidões do Gonçalves para gestor. Agora daí a ser insultado vai muito. Mas muito mesmo.
Quanto ao conteúdo da croniqueta nãpo me merece qualquer reparo. São opiniões que respeito, embora não concorde em toda a linha (excepto no que diz respeito ao Tribunal de Contas e à Lei da Probidade...)