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O jornalismo, as incompatibilidades e os prémios – Luciano Canhanga

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Luanda – Existem profissionais quem vivem estritamente do Jornalismo e os que fazem outras coisas incompatíveis com a função jornalística.

Fonte: Club-k.net

- Quem, para além do jornalismo, exerça assessoria de imprensa, (CDI´s, Gab. Comunicação, assessoria de imprensa de Ministros, Magistrados, etc.), quem faz/participa em publicidades deve concorrer a Prémios de Jornalismo (organizados por organismos públicos ou privados)?
- O que dizem o Estatuto do Jornalista e o Acordo de Ética dos Jornalistas angolanos?

Este exercício que não pretende retirar mérito aos trabalhos apresentados pelos jornalistas que vêm concorrendo e ganhando os prémios: Maboque, Provinciais e Nacional de Jornalismo, é apenas uma reflexão que pretende recordar e despertar a necessidade de se aplicarem os instrumentos reguladores e de auto-regulação da classe, como sejam o Estatuto do Jornalista, cuja aprovação é da competência do Governo, e o Código de Ética e Deontologia, que é da esfera das associações de profissionais da classe.

Folheando a Lei 7/07, de 15 de Maio, Lei de imprensa, no seu Artigo 21º, diz-nos que:
1 – O exercício da profissão de jornalista é regulada por um estatuto do Jornalista e por um Código Deontológico, sendo que o Estatuto do Jornalista define quem é jornalista, o regime de incompatibilidade, direitos, deveres, etc.

O Projecto de Estatuto do Jornalista, constante do famoso “Pacote legislativo da Comunicação Social” postula no seu artigo 4º que a função de jornalista é incompatível com:
1-b) … serviço de relações públicas ou promotor de vendas, de imagem e de produtos comerciais;
c) Funções de assessoria de imprensa;
d) Funções de direcção, orientação e execução de estratégias comerciais;
f) Funções em organismo e corporação policial e militar;

2 – O jornalista abrangido por qualquer incompatibilidade constante deste artigo fica impedido de exercer a actividade… até que cesse a incompatibilidade.

Por outro lado, o Acordo de Ética-Angola, aprovado a 15 de Outubro de 2004 pela: AINDA, AIPA, AJECO, AMUJA e SJA, reunidos em assembleia (UEA) diz no seu Capítulo II, 4.:
- O exercício da profissão de jornalista é incompatível com cargos na função pública, partidos políticos, nas forças de defesa e segurança, exercício da actividade publicitária e de assessoria de imprensa.

Portanto, as fronteiras estão delimitadas faltando apenas o seu cumprimento escrupuloso quer por parte dos jornalistas, em consciência, quer por parte de organizadores de eventos como os prémios jornalísticos.

E, voltando à vaca fria, tomando como exemplo mais recente a atribuição do Prémio Nacional de Jornalismo/2012, sem olhar para os nomes e anos de carreira, devo referir que, na minha percepção, é inquestionável a qualidade e complexidade dos trabalhos galardoados. Única inquietação foi saber e ver que colegas que estão abrangidos por incompatibilidades acima referidas (sobretudo exercício de publicidade e assessoria de imprensa) também se candidataram e o júri, por desconhecimento ou não do que dizem os instrumentos reguladores e de auto-regulação, pura e simplesmente fechou os olhos, não emitindo sequer uma recomendação para que se corrija o que considero erro nos próximos eventos.

Não seria mais inteligente se os colegas abrangidos por incompatibilidades montassem os trabalhos apresentados ao júri com outros isentos desta condição? Aos segundos caberia apresentar as candidaturas, repartindo o prémio em caso de vitória. Apesar de na mesma errado, seria, a meu ver, um mal menor.

*Comunicólogo e assessor de imprensa







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0 Gabriel 16-12-2012 23:19 #7
Foi curioso ver o jornalista q venceu o premio po mostrar um trabalho q nada mais eh senao montagem com imagens de JES. Que juris! Quanta bajulacao.
-2 Povo 15-12-2012 22:47 #6
Ainda bem que há o prémio biomédica para não estar sempre a lidar com as mesmas shits!!!!
0 Belo 15-12-2012 22:39 #5
Soube que alguém levou o seu trabalho ao CEFOJOR e disseram-lhe assim: deixe ai...num amontoado de envelopes e nem sequer protocolo havia...E...O tal ainda que recepciona...Pa rece que está tratar com um cão...Hum!
0 londrino 15-12-2012 15:43 #4
a maioria dos jornalistas em Angola que recebe premios e todo pelo trabalho que prestam ao regime do JES com sua propaganda barata e enganadora no pais.
0 Faustino 15-12-2012 12:06 #3
Como é que o corpo de juris esqueceram da vencedora do premio da CNN. Este premio ganha quem o ministro da comunicacao social acha que tem de ganhar. é tudo uma farça.
Um trabalho que foi reconhecido internacionalme nte e no nosso país nada?
mentirosos.
0 Prof.Kiluange-NYC 15-12-2012 11:00 #2
Quando um chinês ousa em açambarcar (leia-se caçumbular) a terra do autóctone, isso fala por si! Os crimes que os chineses cometem em Angola, na China são puníveis com a pena capital. Existem vários comprovantes que a China tem violado deliberada e sistematicament e a não- ingerência nos nossos assuntos internos , principalmente, através de actividades de inteligência e espionagem contra cidadãos angolanos comuns dentro de seus próprios país. A oposição deve responsabilizar a China por seus actos conscientes e alertar a comunidade nacional e internacional pelas consequências jurídicas e políticas da confusão instalada pelo regime autocrata de José Eduardo dos Santos.
0 Prof.Kiluange-NYC 15-12-2012 10:57 #1
Enquanto não debatermos abertamenta a presença de "mão de obra barata" chinesa no nosso território nacional, todos os esforços tendentes a promoção da paz, justiça e democracia estão condenados ao fracasso!... É claro e evidente que os chineses são os " promotores invisíveis" da corrupção e favoristismo em Angola. A sua ganância da exploração dos nossos recursos minerais "é tal que" sobrepõem aos interesses infimos do próprio proprietário desta Terra mártir – o povo angolano!
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