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Carta aberta ao Stephan Baptista – Carlos Futi

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Ao
Stephan Baptista
Cabinda,
Angola


Assunto: Resposta aos Artigos do Stephan Baptista

Senhor Stephan Baptista,

Os meus respeitosos cumprimentos.

É com profunda dor e consternação que li de forma acidental os artigos escritos por si, no corrente ano, dizes chamar-se de Stephan Baptista, que em abono da verdade, usas um pseudónimo, frustro-me sem querer, devido da forma caluniosa, tribal, injuriosa e difamatória como escalonas os acontecimentos.

Permita-me relembrá-lo uma das célebres frases, da sua autoria, no seu artigo intitulado, Cabinda digere resultados das eleições de 2012. “É por esta e outras razões que o povo do Maiombe olha com muita desconfiança as contas que se vão fazendo quanto ao figurino em termos de acomodação governação local. Diga-se, em abono da verdade, se um dia haverá demissão em bloco por parte dos baiombi caso se continue a assistir a humilhação dos seus filhos”. 

Não tenho nada contra si, como seres humanos e pensantes que somos, mas sim, sou contra inverdades e prognósticos inconfessos que foram lançados nesse firme espaço pelo Senhor, que entristecem quem conhece Cabinda e das zonas recônditas, dos nomes da sua eleição. Eu sinto um aperto no coração pelos dizeres fúteis que usas, tudo porque conheço os meandros das ciências em que te apoias, “comunicação”, bem como dos assessores que foram empregue nos seus textos, desde da hipodérmica, parcialidade, lobbying político, chantagem, exclusão, enfim, notei que em cada artigo que escrevias, tinhas passos a mais em relação aos verdadeiros mestres da bajulação que conheço no enclave de Cabinda.

No seu mais recente artigo, com o título, “Cabinda considera a nomeação acertada de vice-governadores”, cito; “O Presidente da República, Engº. José Eduardo dos Santos, de facto, acertou em cheio no que se refere aos vices de Cabinda ao aceitar as propostas e nomear duas figuras retro-citadas”. 

Senhor Stephan Baptista, permita-me usar a gíria futebolística, “os nomes não jogam”. Os Cabindenses não querem saber de nomes, mas sim, de governantes que são nomeados para servir o povo e não para se servirem.

Os Cabindenses querem governantes que são capazes de resolver a crónica problemática de energia eléctrica, das vias de acesso, da saúde, da educação, do acesso ao empregos sem olhar pela tribo, raça, cor, ou filiação partidária, a água canalizada a porta de casa, que ainda é miragem nessas paragens.

Os Cabindenses não querem também de governantes que colocam o empresariado local num beco sem saída. De governantes que persigam as pessoas que não comungam os mesmos ideais políticos, quem opina de forma contrária é conotada de “personna no grata”, que se trate todos, mas todos segundo o que a Constituição diz respeito, no artigo 21.º (Tarefas fundamentais do Estado), h) Promover a igualdade de direitos e de oportunidades entre os angolanos, sem preconceitos de origem, raça, filiação partidária, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. 

O Senhor, já passou vários artigos, importa recordar o penúltimo que li: “Nova governadora de Cabinda recebida com banho de multidão”. O articulista deste tópico aventurou-se em fornecer uma lista dos seus eleitos para integrar a staff da Governadora Aldina Barros da Lomba, onde destacou a possível indicação do Euclides Barros da Lomba (irmão), como Secretário Geral do Governo da Província de Cabinda, segundo o Stephan Baptista. Meu caro, a ser verdade, os Cabindenses estarão impávidos e serenos a assistirem à dinastia “Da Lomba”, a desfilar do bairro Amílcar Cabral à Miconje ao Yema e do Zenze Lucula à Massabi, não será novidade para ninguém, é típico do continente berço da humanidade, a África!   

A título do exemplo, o Padre Raúl Tati, na visão do articulista, seria um dos assessores da governadora, mas este reagiu em artigo “Raúl Tati não está à venda”. Logo, o Padre Raúl Tati não terá sido consultado pelo porta-voz do pólo da bajulação de Cabinda, Senhor Stephan Baptista.

A sua linha editorial, Senhor Stephan Baptista, atingiu a 8ª. tática de manipulação das mensagens, “a tática da grande mentira”, usada pelo Ministro da Propaganda de Adolf Hitler, Dr. Paul Joseph Goebbels, em 1933, era um “super ministro”, essa tática assenta na suposição de que se uma mentira é suficientemente macro, será mais facilmente acreditada do que qualquer número de simples micro mentiras.

Felizmente, os leitores deste portal não são opacos, são lúcidos e sabem perfeitamente a tendência mania do seu micro lobbying político, não é com mentiras que se vai alimentar eternamente as pessoas, nem com propaganda barata, nem muito menos com invenções e nem fábricas de mentiras que se vão montando aqui e acolá.

Entretanto, os homens do séc. XXI, os Cabindas em particular, precisam de informação completa, honesta e precisa, para se situar nas contínuas vicissitudes do mundo em que vivem, para poder adaptar às novas circunstâncias e condições que exigem da sua parte decisões convenientes, pois só assim, poderão desempenhar um papel activo nas suas comunidades, participando na vida económica, política, social, cultural e religiosa. Com mentiras e invenções não estaremos a construir um país digno e bom para se viver.  

A luz da atual Constituição de Angola, que o diário número 1, o Jornal de Angola, na sua edição Nº. 11743, sábado 6 de Fevereiro de 2010, intitulou “Constituição genuína”, o artigo 40º. (liberdade de expressão e de informação), no ponto 1. diz: “todos têm direito de exprimir, divulgar e compartilhar livremente os seus pensamentos, as suas ideias e opiniões pela palavra, imagem ou qualquer outro meio, sem impedimentos nem descriminação”.

Enquanto isso, o legislador teve ainda o cuidado em alertar no ponto 3. “a liberdade de expressão e a liberdade de informação têm como limites os direitos de todos ao bom nome, à honra e à reputação, à imagem  e à reserva da intimidade da vida privada e familiar”.

Segundo a Lei de Imprensa de Angola, de acordo com os artigos publicados nesse portal, o Senhor Stephan Baptista, incorreu em crimes de abuso de liberdade de imprensa, artigo 74º. g) “a publicação de notícias falsas ou boatos”, pois não teve em conta o princípio de contraditório.

A luz do direito da comunicação e das regras básicas do jornalismo, para que uma informação seja completa do ponto de vista jornalístico, é preciso que não falta nada. Tecnicamente, uma informação vinda duma determinada fonte de informação deve ser confrontada ou ser acabada com todos os dados disponíveis doutra parte interessada no assunto, caso contrário, estaremos ao serviço de “lambe bota”, ou ainda de caça nomeação.

Peço desculpas, pelo prefixo por mim acrescentado “Senhor”, porque dados recolhidos pelas minhas fontes no enclave de Cabinda, dão conta que este nome não se trata de uma pessoa conhecida, mas sim, dum camuflado.

Por questões de ética e boa educação, desejo-lhe Feliz Ano Novo, mas que em 2013, sem bajulação, por favor!

Luanda, 27 de Dezembro de 2012







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0 Joao Tchiama 31-12-2012 10:03 #34
esta confusao toda os caboverdianos e que estao por de traz desta confusao, uma vez cabinda independente serao obrigados a abandonar o poder em cabinda
0 paz 30-12-2012 19:22 #33
os cabindas nao devem se deixar levar com distracoes que nao vao vos levar a lado nenhum, deve haver uniao , amor , paz e justica. evitam esses debates de tribalismo que nao vos leva a lado nenhum, nesse momento o grande inimigo do povo cabinda e' o governo do mpla e todos voces devem se unir para lutar contra o inimigo para recuperarem a vossa dignidade em via de dialogo. viva makuku matatu
0 África laura 29-12-2012 21:46 #32
Cabinda e minha terra de eleição e muito sinceramente, tenho imenso respeito pela sua gente.Unidos poderão resolver alguns dos problemas que mais afligem a população.Vejo em vocês homens e mulheres inteligentes,or gulhosos e apegados as vossas tradições como ninguém.Não liguem a acusações e humilhações mutuas.Ides a luta e tudo se fará.Forca e sucesso. Próspero ano novo
-1 JOÃO LUCAS P 29-12-2012 16:09 #31
Esse amarelinho do Buela Frank també está a querer dizer o quê? Não estamos no Muanda, seu cabinda enfracizado, cozido com mecacó.
0 Manuel Zau 29-12-2012 16:05 #30
O jornalismo da Jamba também é jornalismo, oh Carlos Futi. Não dês lição de comunicação a ninguém.
0 Faustino 29-12-2012 16:01 #29
No seio do proprio MPLA em Cabinda usam os mayombes para as campanhas, porque somos a maioria e depois nas nomeações excluem todos os que são do mayombe. Ate' no malongo fazem esta luta, as pessoas sabem disto, tem pessoas do municipio sede que tem um odio terrivel contra os mayombes sem razão aparente, mesmo a pessoa que andou como segundo Secretario do MPLA
0 Faustino 29-12-2012 15:58 #28
Os Cabindenses querem governantes que são capazes de resolver a crónica problemática de energia eléctrica, das vias de acesso, da saúde, da educação, do acesso ao empregos sem olhar pela tribo, raça, cor, ou filiação partidária, a água canalizada a porta de casa, que ainda é miragem nessas paragens. MAS QUEM É RESPONSAVEL PELO TRIBALISMO EM CABINDA? O SENHOR CARLOS FUTI NÃO ESTEVE ATENTO ÀS MANIFESTAÇÕES DO ENTÃO 2º SECRETÁRIO DO PARTIDO EM CABINDA. FOI BOM TER SIDO AFASTADO, PELO MENOS ASSIM ALDINA TERÁ UMA GOVERNAÇÃO SEM COMPLICAÇÕES.
-1 JOÃO LUCAS P 29-12-2012 15:51 #27
Carlos Fútila, não é verdade que leu acidentalmente os textos do famoso e insigne Stephan Baptista. Se tivesse lido acidentamente não teria descorrido pela totalidade dos seus textos que ataca palavra por palavra. Esta não é uma questão acidental como diz é sim uma questão de essência que muito bem preparou ao longo do ano para defender em representação da sua estirpe tribal. Mas enfim, é bom pois que ao menos por este instante deixa de parte a sua veia unitista. Seja como for é um tipo de debate que devemos evitar em nome da paz social e para que ninguém como o senhor tire dividendos politicos de modo a prejudicar o que está bom. E o que está bom é a forma como vai sendo guiado o destino do nosso povo em Cabinda. Cabinda vai rapidamente conhecer laivos de desenvolvimento pela competencia dos seus actuais governantes.
0 Jonh Macaia 29-12-2012 15:42 #26
Oh fulano Carlos Futi, este é um debate que devia ser evitado nessa fase do campeonato em que na verdade se augura uma boa governação. Ao ler o seu attigo de contra-ataque ao Stephan percebi muito bem que como macaco velho, da oposição em cabinda, querias levantar os acontecimentos recentes dentro do MPLA em Cabinda, e ali está, basta ver o que escreve Faustino da Costa. O velho problema do então segundo Secretário, o cancro que foi apeado recentemente do cargo. Eu até pensei que estavas a escrever o teu conflituoso texto em solidarieade ao tal de antigo segundo secretário que não só saiu mas quís levar consigo os outros. Mas coisas São assim. E o tribalismo? Esta guerra é uma doença para os cabindenses. O Stephan foi bem aconselhado a não dar azo a isso, porque senao pode dar numa guerra como muitos seguidores.
0 Faustino da Costa 29-12-2012 14:01 #25
Ha um ponto que ele tocou que e' a realidade de todos os Mayombes. Ha' um problema serio em Cabinda, as pessoas em publico dizem outra coisa e os seus atos dizem o contrario. Mesmo nas empresas publicas e privadas as pessoas fazem de tudo para que uma pessoa do mayombe não seja nomeada, isto e' a nossa realidade. Quando são nomeadas pessoas no aparelho do Estado, fazem tudo o que for necessario para excluir os mayombes, tem uma base aqui em Luanda que faz tambem a sua jogada, toda pessoa do mayombe sabe disto. No seio do proprio MPLA em Cabinda usam os mayombes para as campanhas, porque somos a maioria e depois nas nomeações excluem todos os que são do mayombe. Ate' no malongo fazem esta luta, as pessoas sabem disto, tem pessoas do municipio sede que tem um odio terrivel contra os mayombes sem razão aparente, mesmo a pessoa que andou como segundo Secretario do MPLA, aquele senhor odeia-nos, tenho provas disto. Tem pessoas moderadas,mas a maioria odeia-nos.
0 João Belo 29-12-2012 08:45 #24
Quando as pessoas já merecem uma carta aberta é porque são muito importantes.

Grande Dr, Professor, Adorado, Venerado e Prestigiado Jornalista STEPHAN BAPTISTA, agora ficamos a saber que és mesmo UMA GRANDE FIGURA DE CABINDA....

DEIXE PASSAR O VENTO E DEPOIS, NADA MELHOR QUE NOS BRINDAR COM UM DAQUELES ARTIGOS teus que já nos deixam saudades. SEMPRE QUE ESCREVES toda a província se move.

OBRIGADO
-1 John Chicaia 29-12-2012 08:38 #23
Sr, londrino,
O que mais me inquieta é essa mania drápola de quererem que as pessoas de Cabinda sejam da UNITA ou qualquer outro partido, menos MPLA. Ora, isso é completamente difícl e nem se faz com violencia atacando artgos alheios. Já nao colhe a maina de andar a fazer este tipo de comício. O MPLA pelo seu carácter histórico e actuante terá sempre muitos adeptos em Cabinda. Quem quiser ter adeptos como MPLA tem que deixar de ser emergente, quer dizer partido que surge apenas no aproximar das eleições. Há que fazer uma campanha mais límpica e não promover palavras e ofensas de circunstâncias. Isto é muito mau.
0 João Paulo 29-12-2012 08:31 #22
Ao ler o artigo deste Carlos Futy, ví uma vez mais como as pessoas de Cabinda não têm nível e como por sinal, são lobos um do outro. Quando o homem escrevia os seus artigos, ninguém se metia com ele, passados alguns tempo, surgem um tal de Carlos Fútila dizendo que acidentalmente leu os artigos de Stephan, que grande mentira. Quem lê acidentalmente, não se interessa em ir a fundo sobre todos os artigos, dali que isto só revela ódio, inveja, tribalismo, vaidade estúpida, etc, etc, algo que faz parte do caráter dos reles e relegados ao ódio maduro e fora do controle emocional.
0 João Paulo 29-12-2012 08:24 #21
Este tema, pelo seus assinantes, teve mesmo um efeito reverso. Parece que o homem que escreveu tem mesmo pouco adeptos, ou mesmo não foi oportuno.
0 Yebo Garcia 29-12-2012 00:01 #20
Madeca Simão, que resposta?
Muitos meses depois, ainda é repostas ou é insitamento de problemas mesquinhos. ´Tu és a outra porcaria não vales corno. Madeca em fiote significa homem sem tesão, é isso mesmo que vocês representam. Para que atacar quem deixou de escrever faz muito tempo?
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