Luanda – Circula há mais de duas semanas nas redes sociais (sobretudo no Facebook) um vídeo amador, com a duração de 7 minutos e 11 segundos, que apresenta dois efectivos dos serviços prisionais – do Ministério do Interior – afecto a Comarca de Viana, em Luanda, a espancar brutalmente um dos reclusos, tal como ilustra o vídeo em anexo.

Fonte: Club-k.net

O vídeo em questão terá sido curiosamente gravado por um funcionário dos serviços prisionais, apresenta nitidamente a vítima de sexo masculino (não identificada) a ser agredido pelos efectivos (um dos agressor estava trajado a civil), de plantão, durante cerca de 4 minutos e poucos segundos, defronte a um grupo de reclusos que, supostamente, acabavam de ser transferidos para aquele estabelecimento prisional.

As imagens ilustram ainda os rostos de outros funcionários a testemunharem, com sorrisos rasgados nos lábios, a tamanha barbaridade, enquanto o agredido suplicava “chefe chega; eu não fiz nada; vão me matar só” aos agressores que a seus bel-prazeres continuavam a espancar-lhe (com mangueiras de um metro de comprimento).

“O próprio Rambo; lhe molham”, agitavam outros efectivos dos serviços prisionais angolanos que presenciavam o triste acto que obrigou, mais tarde, os outros reclusos a contestar entoando, repetidamente, em conjunto, a palavra “chega!!!!”.

Face a esta situação, segundo fontes do Club K, todos funcionários dos serviços prisionais da Comarca de Viana foram proibidos de entrar dentro daquele estabelecimento com telemóveis. “Este vídeo está trazer maka”, confessou a fonte, acrescentando “dizem nos corredores que vai haver expulsão, até da direcção da Comarca”.

Nesta terça-feira, 29, o Ministério do Interior garantiu – em comunicado de imprensa – que vai averiguar eventuais maus tratos de reclusos por parte de agentes prisionais, em reacção a vídeo posto a circular nas redes sociais, adiantando que, a ser verdade, constitui um acto que representa flagrante violação à lei, aos regulamentos e à prática penitenciária vigente em Angola.

O comunicado refere ainda que em obediência ao princípio da verdade e de bem informar, está em curso um processo de averiguação para se apurar a veracidade dos factos e consequente responsabilização dos presumíveis autores. Adianta que tão logo se verifique a conclusão deste procedimento interno serão divulgados os seus resultados.

 



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