Vídeo de agressão a duas mulheres foi gravado no "Supermercado Prelex" arredores do Avô Kumbi

Luanda – Finalmente, o vídeo que apresenta duas mulheres angolanas (indefesas) a serem barbaramente espancadas por vários homens, foi gravado recentemente dentro do "Supermercado Prelex", localizada nos arredores do bairro “Avô Kumbi” (na rua Machado Saldanha que liga o laboratório criminalista da DNIC até a paragem do Avô Kumbi), no distrito de Kilamba Kiaxi, município de Belas, em Luanda.

Fonte: Club-k.net

Tal como já havíamos noticiado, a Procuradoria Geral da República (PGR) num comunicado tornado público na quinta-feira, 07, garante que se encontram detidos na Direcção Provincial de Investigação Criminal (DPIC), alguns dos presumíveis agressores nomeadamente, Paulo Alves, Adilson, Daniel, Dom Ju, Kelly Stress entre outros. Faz parte do grupo dos detidos o proprietário do referido estabelicimento comercial.

No comunicado, a PGR refere ter tomado conhecimento da existência do vídeo (que em abono da verdade fora publicado em primeira-mão pelo Club K) no passado dia 05, "mostrando cenas macabras, retratando um caso de justiça privada" em Luanda.

As duas mulheres acusadas de terem roubado uma garrafa de champanhe e um sabonete, para posterior venda, surgem no filme a serem espancadas por vários homens, munidos com uma catana, bastões, “njindungo” e mangueiras, deixando as vítimas em estado de exaustão e desfalecimento.

Os agressores, cujas caras são facilmente identificáveis, riem-se e gritam enquanto alguns filmam com telemóveis ou câmaras portáteis o que se está a passar.

Na sequência de uma busca autorizada judicialmente, o Ministério Público apreendeu no da 07, no local, os instrumentos de tortura que surgem no vídeo. A PGR anuncia ainda ter interpelado algumas pessoas presentes no local onde ocorreram os espancamentos.

Outrossim, o Grupo de Mulheres Parlamentares (GMP) condenou, nesta sexta-feira, 08, em Luanda, os episódios de violência contra duas mulheres num vídeo divulgado recentemente em Luanda, afirmando que este acto viola a Lei contra a Violência Doméstica e todas outras formas que lesem a dignidade da pessoa humana.

Num documento assinado pela líder do GMP, Cândida Narciso, o grupo parlamentar indica que "as cenas de violência contra as duas mulheres indefesas num suposto estabelecimento comercial" são energicamente condenáveis.

Por outro lado, as parlamentares apelam à sociedade para que denuncie todos os outros actos de violência contra qualquer cidadão. As deputadas saudaram os cidadãos que denunciaram tal acto e exortaram os órgãos de justiça a agir em conformidade com a lei vigente no Estado angolano.

Notícia em desenvolvimento

 

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