Luanda – A Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral (CASA-CE) inicia no sábado (16/02) os preparativos para o primeiro congresso extraordinário, a realizar em Abril, quando definirá a fórmula de eleição do seu líder. O anúncio foi feito nesta quarta-feira, 13, em conferência de imprensa, em Luanda, pelo vice-presidente daquela coligação e coordenador da comissão preparatória do congresso, Manuel Fernandes.

Fonte: Lusa


O congresso, para o qual começam a ser eleitos, no sábado, os 1.100 delegados esperados, provenientes de todo o país e do estrangeiro, vai custar 60 milhões de kwanzas (462 mil euros).

A reunião vai ter como lema "Transformar, Crescer e Vencer para Realizar Angola", e uma das principais questões a debater é a forma de eleição do líder daquela coligação, atualmente dirigida por Abel Chivukuvuku.

"Até aqui, o presidente (da CASA-CE) é indicado pelos partidos que subscrevem a coligação e o debate interno que existe agora é de que o presidente deve ser eleito pelos membros da CASA-CE reunidos em congresso", referiu Manuel Fernandes.

Em declarações à imprensa, aquele dirigente político admitiu a existência de uma "forte corrente" que considera melhor a eleição do presidente em congresso e outra que defende a indicação do líder pelos partidos que subscrevem a coligação.

Segundo Manuel Fernandes, os debates continuam, podendo os membros chegar a um consenso até final deste mês. A possibilidade de transformação da coligação em partido é outro debate que está a decorrer e outro dos principais assuntos a ser abordado no congresso.

"Quando se idealizou a CASA-CE já havia esta intenção. Só não foi possível materializá-la à partida devido aos entraves que poderíamos encontrar ao longo do percurso, porque estávamos às portas das eleições. Pode-se dizer que, grosso modo, existe consenso para transformar a CASA-CE em partido", admitiu.

A CASA-CE foi criada em Abril de 2012 e participou nas eleições gerais realizadas a 31 de agosto do ano passado, nas quais alcançou 6% dos votos e elegeu oito deputados, tornando-se na terceira força política em Angola.



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