Amnistia Internacional pede a Luanda para não extraditar "golpistas" congoleses

Lisboa - A Amnistia Internacional acusou as autoridades angolanas de terem torturado vários congoleses acusados de estarem a preparar em Cabinda uma operação de destabilização contra o governo da República Democrática do Congo.

Fonte: VOA

A organização apelou ainda ao governo angolano para não extraditar os presos por estes correm o risco de serem torturados e condenados à morte.

A prisão dos congoleses foi anunciada oportunamente pela Voa que revelou na altura que os presos estavam a tentar recrutar exilados para uma operação contra o governo de Kinshasa.

Num comunicado a Amnistia exortou também o governo angolano a investigar alegações de que os detidos foram torturados após terem sido detidos em Cabinda.

A Amnistia Internacional diz ter recebido informação que durante a sua detenção em quartéis militares em Cabinda os detidos foram espancados à coronhada, pontapeados e agredidos a soco. Nenhum dos detidos, disse o comunicado, recebeu cuidados médicos pelos ferimentos causados por essa a tortura.

A Amnistia diz ainda que os homens foram detidos a 22 de Novembro  e foram mantidos incomunicáveis até 22 de Dezembro.

A organização de direitos humanos disse ainda recear que alguns desses homens sejam agora repatriados para a República Democrática do Congo  onde existe um risco real de serem torturados e de serem condenados à morte.

Isso, diz o comunicado, seria uma violação da lei internacional de direitos humanos quer proíbe o repatriamento de pessoas para países onde exista o risco real de serem torturados .

A Amnistia Internacional recorda que a constituição de Angola proíbe a extradição de cidadãos estrangeiros por motivos políticos e que possam fazer face a execução.

Fontes não oficiais disseram à Voa há algumas semanas atrás  que os militares do então exército de Mobutu, entre os quais um francês e um  Belga de origem congolesa, realizaram encontros preparatórios em Cabinda para a concertação e avaliação das possíveis formas de invasão.

A partir do território de Cabinda foi recrutado um número considerável de ex-militares das forças do ex-Zaire para a invasão que se pretendia desencadear naquele país a partir do baixo Congo.

Desde a queda do regime do Marechal Mobutu, milhares de cidadãos congoleses entre civis e ex-militares refugiaram-se em Angola, tendo alguns deles estabelecido residência na província de Cabinda onde muitos vivem em situação de ilegalidade.

Não obstante as constantes operações de repatriamento de imigrantes oriundos daquele pais vizinho, dezenas de congoleses entram diariamente em Cabinda porc diferentes vias, em busca de melhores condições de vida.






Debate este tópico nas redes sociais:

Comente via Facebook, Hotmail, Yahoo ou AOL!




Debate este tópico no Club-K:

Comente no Anónimato (sem iniciar sessão) ou via Redes Sociais (Facebook, Twitter, Google ou Disqus)!

Quem Somos

CLUB-K ANGOLA

CLUB-K.net é um portal informativo angolano ao serviço de Angola, sem afiliações políticas e sem fins lucrativos cuja linha editorial consubstancia-se na divulgação dos valores dos direitos humanos, educação, justiça social, analise de informação, promoção de democracia, denuncias contra abusos e corrupção em Angola.

Informamos o público sobre as notícias e informações ausentes nos canais informativos estatal.  Proporcionamos ao público uma maneira de expressar publicamente as suas opiniões sobre questões que afectam o dia-a-dia, qualidade de vida, liberdades e justiças sociais em Angola... Leia mais

 
 

Direcção consultiva
- Barbosa Francisco  (New York) - IT
- Massano Jorge ( New York) - Editor Principal
- Juca Manuel (New York) - Editor
- Noel Pedro (Lisboa) - Revisor
- Marcos Miguel (Brasil) - Editor
- Júlio Beto - (Holanda) - Editor
- Simão Manuel - (França - Editor
- Juca Fernandes - (Alemanha) - Editor


Telefone: New York: (315) 636 5328

Contactos

 

  • E-mail: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

  • WhatsApp: (+244) 918 512 433 Para uso no aplicativo WhatsApp apenas!

  • Reino Unido : (+44) 784 848 9436

  • Buffalo / EUA: (+1) 347 349 9101 

  • New York /USA: (+1) 315 636 5328

Newsletter

Assine a nossa Newsletter para receber novidades diárias na sua caixa de e-mail.

INSERE O SEU E-MAIL

// TAG FOR ADVERTISEMENT