Bruxelas - Quinze anos depois dos Estados Unidos terem considerado a UNITA “uma ameaça para a segurança dos Estados Unidos” e dez anos depois de a comunidade internacional ter levantado as sanções contra a UNITA, a Europa reavaliou a contribuição positiva da UNITA para a afirmação da paz democrática e do Estado de Direito em Angola, tendo concluído que o Partido liderado por Isaías Samakuva é hoje “o pólo de equilíbrio e de estabilidade para a vida em Angola”.


* Alcides Sakala
Fonte: Unitaangola

A avaliação foi feita ao próprio Presidente da UNITA, no decorrer de uma reunião realizada ontem na sede da Comissão Europeia, em Bruxelas, entre uma delegação da UNITA e  altos funcionários do Gabinete do Presidente da Comissão Europeia (GPUE).


A reunião apreciou em detalhe os factores de instabilidade em Angola, a importância da UNITA para o desenvolvimento da cooperação bilateral e o papel que a União Europeia pode jogar para a concretização das autarquias em Angola tão breve quanto possível.


Os membros do GPUE transmitiram ao Presidente da UNITA os cumprimentos do Presidente Durão Barroso e tomaram boa nota da maturação positiva da consciência política do povo angolano e da sua determinação de realizar em Angola uma mudança pacífica e inclusiva, nos marcos do Estado de Direito, tal como estes factos foram explicados pela UNITA.


“Valorizamos muito a nossa relação com Angola, mas estamos atentos às insuficiências do sistema. No nosso diálogo político com as autoridades angolanas, temos realçado a necessidade de se aperfeiçoarem os controlos democráticos e de garantir-se o engamento de todos para um “desenvolvimento inclusivo” – afirmou o Director Adjunto do GPUE.


“Da forma como interpretamos a realidade angolana, a UNITA tornou-se hoje num pólo de equilíbrio e de estabilidade para a vida em Angola”. “Vemos com bons olhos este diálogo com a UNITA e vamos continuar a dialogar com a UNITA” – garantiu.


O Presidente Isaías Samakuva, esteve também com o Chefe dos Serviços da Acção Externa Europeia para a África Austral,  a quem explicou os meandros do processo de regressão da democracia angolana e as várias dimensões do sofrimento do povo.


Aquela entidade felicitou igualmente a UNITA pelos seus esforços em prol da democracia e pela sua determinação de manter a paz a todo o custo. Enfatizaram que a relação entre a União Europeia e Angola, é, em primeiro lugar, uma relação “entre os povos da Europa e o povo angolano, que não deve ser subalternizada pelas relações institucionais que mantém e manterá necessariamente com todos os governos representativos do povo angolano” – afirmou Angel Carro.


Foram definidos com a UNITA os canais adequados de comunicação para se aprofundar o diálogo entre a Comissão Europeia e a UNITA com vista a se encontrarem as melhores vias para a concretização das aspirações de liberdade, justiça, paz e democracia do povo de Angola.



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