Lisboa – A decisão da procuradoria angolana em mandar de volta o processo dos supostos assassinos do caso Jorge Valeiro foi movida no seguimento de influencias da direção nacional de investigação criminal de Angola (DNIC) quando o processo já se encontra em fase de encaminhamento para o Tribunal.

Fonte: Club-k.net

A DNIC segundo dados tenciona reunir mais provas e fazer coincidir com as declarações, de um  suposto novo assassino recentemente capturado, com as feitas pelos outros que em Janeiro passado, o director desta instituição Eugenio Alexandre apresentou a imprensa. Naquela altura, ao falarem aos microfones da televisão, os supostos assassinos atribuíram todas as culpas da execução ao recém detido “António Nieth, também conhecido por Koko Tocha ou KT, solteiro de 22 anos de idade, a quem eles alegaram que lhe formularam o convite para se juntar a operação, horas antes do crime quando este estava de passagem pela rua e que o mesmo desconhecido seu. Passados cinco meses e no seguimento de pressões e acusações de que estaria a forjar o processo, a DNIC veio recentemente a publico dizer que já apanhou António Nieth, foragido na província do Kuando Kubango.


Na manha 20 de Maio, António Nieth foi levado para o Laboratório Central de Criminalista (LCC) para treino de controle. O termo “treino de controle” é usado internamente pelos homens da DNIC, como expressão empregue a ações de instruções sobretudo a elementos a quem os mesmos apresentam executores de determinados crime.


Há indicadores que A DNIC estaria a apresentar “falsos” assassinos, do crime contra o jovem Jorge Valeiro, a semelhança do que fez no caso da falecida deputada do MPLA, Beatriz Salocombo, há poucos anos atrás.

No dia que foram apresentados a imprensa, João Manuel Mateus "Teodoro Bate Ngo", um dos supostos implicados na morte de Jorge “Tucho” assumiu a execução do jovem, mas disse que não foram eles que queimaram o cadáver do malogrado.  A DNIC, por exemplo, alegou que eles usaram uma macaroff, ao qual foi apresentada, porem os moradores do local (que são militares) onde o crime aconteceu, alegaram que escutaram rajadas de AKM (macaroff não faz rajada).


Outro facto, a considerar foram às declarações de Manuel Lima “Bravo”, o motorista de Jessica Coelho, a ex-namoradora do falecido “Tucho” que foram feitas sob tortura e após seções de afogamento.


No entender dos familiares de Jorge Valeiro, os supostos assassinos terão sido mal preparados, o que justifica a suposta falha, razão pela qual a DNIC moveu influencia para ter o processo de volta a fim de ajustar contradições que o dossiê apresenta.



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