Montreal - O partido dos camaradas foi que nem os Nazis na Alemanha. O MPLA assassinou claramente e seleccionadamente o punhado de intelectuais que tinham uma visão diferente a de Agostinho Neto. E, até hoje o MPLA refuta em emitir as certidões de óbitos, ignora o erro e em comunicado sem piedade humana afirma cinicamente que são ocorrências históricas que devem ser esquecidas. Com aquele musculado comunicado o MPLA em termos miúdo quis dizer que se o teu filho foi assassinado esquece e aqueles que clamam pelos certificados de óbito são contra-revolucionários e querem instaurar a guerra no país.
 

Fonte: Club-k.net

Exigir água e energia:  MPLA considera querer Guerra

O dito comunicado do Comité Central do MPLA difundido na íntegra nos órgãos públicos no dia 27 do mês passado foi um desrespeito total as famílias enlutadas. A referida nota do MPLA,  foi prova de que estamos perante um governo que a todo custo tenta destorcer a verdadeira história de Angola. A título de exemplo, o verdadeiro pioneiro do nacionalismo angolano o malogrado Holden Roberto  foi retirado da história nacional. A verdade sobre as cláusulas dos acordos do Alvor que ditava um governo misto de transição formado pela FNLA, UNITA e MPLA e foi adulterada. Os verdadeiros símbolos e figuras nacionais foram ratificados. Em resumo a verdadeira história, política e factos sócias em Angola foram moldados para enaltecer e acomodar os feitos  do MPLA de José Eduardo dos Santos.

 
As matanças do dia 27 de Maio de 1977 foi sim um terrorismo com cobertura de um governo ditador. Perante os convénios internacionais, tal acto bárbaro não só condenável mas sim classificado como  crime internacional perante princípios legais. O comunicado politizado do MPLA, foi estúpido, ridículo e com o pretexto de que os participantes são a favor da guerra cívil em Angola. Esta justificação é ainda mais ridícula quando O MPLA por falta de argumentos lógicos todo tipo de reivindicação popular tenta interligar como  a possível causa de uma Guerra. Com esta acção o MPLA gera o pânico e medo na sociedade. Não se pode exigir água, energia eléctrica e injustiças sociais em Angola porque o MPLA automaticamente considerará  como incentivo a guerra e a desordem pública.
 

Voltando ao tema central, os terroristas do 27 de Maio de Maio de 1977 que causou a morte de milhares de inocentes estão identificados. Os seus colaboradores e chefes das respectivas comissões de investigação também são bem conhecidos. Grande parte dos enlutados viu os seus membros de família a serem executados. Em breve, o poder legal tem milhares de provas para se abrir um processo judicial contra estes assassinos. As instituições internacionais devem ser notificadas sobre esta chacina e estampar os nomes destes assassinos na lista dos terroristas internacionais e serem punidos perante a lei.
 

Não será possível o MPLA adulterar este passado recente. Existem testemunhos vivos. Existem factos. Existem documentos confidenciais e com provas suficientes que é impossível o MPLA inverter a verdade dos fatos. Não serão os comunicados de meras mentiras emitidos nos seus órgãos de informação que irão manobrar a verdadeira história do país.
 

O MPLA e principalmente o presidente da Republica devem reconhecer o erro cometido e como mínimo rogar desculpas e arrependimento publicamente. As famílias através das manifestações não estão a cometer nenhum crime. Exigir uma justificação oficial por parte do MPLA sobre o paradeiro dos seus familiares não constitui crime perante a lei. Os criminosos são aqueles que barbaramente assassinaram cidadãos inocentes.



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