Presidente angolano cábula durante a entrevista - Carlos Alberto

New York - O episódio foi lastimável. Mesmo com o questionário antecipado e com perguntas genéricas e sem contra perguntas, o presidente angolano encontrou tremendas dificuldades de conectar o nexo com a lógica. Instado para argumentar sobre o modelo político existente em Angola, retorqui vagamente e explicações fora do contexto quanto a síntese da resposta seria descrever o modelo atípico que ele mesmo arquitectou.


* Foto do projecto Kissonde
Fonte: Club-k.net

JES vive numa Angola virtual

O Presidente angolano é perito em assinar comunicados e ler discursos elaborados pelos seus assessores e conselheiros. É de conhecimento geral que o presidente tem um modelo de governar na qual não permite o contraditório. A título de exemplo é a distância que tem com o povo. Não é carismático e não se identifica com o povo. Como se diz na gíria é “esperto” em coordenar políticos submissos.


Voltando a saga da entrevista divulgada ontem na SIC, diria que a quando da primeira pergunta foi visível que o líder do MPLA não só comprometeu o seu partido como os angolanos em geral. Transpirava-se todo. Estava nervoso e frustrado. Era visível que a gravata o sufocava. Os sapatos tornaram-se pequenos, a sala resumiu-se em uma cela, o ar condicionado não funcionava, perdia o gás no meio das frases, pedia ajuda silenciosa aos assistentes e só faltou gritar Socorro. Do outro lado, era  imaginário que os conselheiros estavam em pânico e frustrados a ver o desconforto do “mais velho”.

 
Enfim. Os mais atentos  -todos em geral-  aperceberam-se que o desconforto resumia-se em dois aspectos. Primeiro não parava de mover-se e esticar o pescoço porque tinha que  alcançar a última palavra ou ideia que tinha posto na cábula que tudo fazia para esconder entre os pés. O Segundo aspecto, não foi porque o presidente não sabe se exprimir na língua de Camões, mas sim, porque o que falava não conseguia conectar com a lógica e enquadrar no mundo real. É como se ele vivesse no mundo virtual de Angola e aplicar os mesmos conceitos filosóficos em Angola país aonde nós vivemos dia-a-dia.
 

Se o presidente estivesse confidente do bom trabalho que alega que faz e que sabe perfeitamente o que tem feito diariamente falaria durante a entrevista de forma natural. Exemplo:  Se o perguntassem quantos filhos tem e quem é a mais velha, acredito que para responder não seria necessário usar a explanação HUM, HUM, mil vezes, porque a resposta sairia naturalmente porque não tem nada para esconder e mesmo dormindo responderia. Portanto, um líder sem cauda presa fala naturalmente.


Agora, quando instado para justificar algo que ele não domina ou desconhece, as respostas não são naturais e automaticamente a tensão nervosa sobe até o pico porque não esta seguro do que fala. Os comunicados que tem assinado e os discursos lidos ele desconhece o real conteúdo. Foi por isso, que os assistentes elaboraram uma cábula com os pontos chaves para facilitar o trabalho do "mais velho" como é chamado que acredita que ainda estamos na era do telefax.


As construções chinesas “não são de qualidade Sr. presidente”. Os assistentes o mentiram porque será que já se esqueceu da saga do hospital de Luanda? Será que não foi informado que as casas do kilamba já tem fissuras? Será que se esqueceu que os gestores públicos que tem são todos do teu cerco familiar e os mesmos a gerirem múltiplos projectos. A justificação de que o MPLA investiu no capital humano é simplesmente uma aberração e não condiz com a realidade dos factos.


Por estas e outras contradições “infundadas” debatidas na entrevista que o mundo conhece perfeitamente sobre Angola são as causas do desconforto do presidente angolano em dialogar abertamente.

 
Último, apesar de estar a quase 40 anos a liderar o pais é notável que desconhece o rumo do país e lastimavelmente não tem humildade humana em reconhecer as suas debilidades.






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