Lisboa – Na sua recente deslocação a Luanda, o correspondente da SIC em Israel, Henrique Cymerman, procedeu com uma entrevista a José Eduardo dos Santos e  outra “longa” ao Vice- Presidente Manuel Vicente.  A entrevista deste último  não foi ainda ao ar.  As reações de sentimentos de decepção  que a entrevista ao PR causou, estão  a ser apontadas,  como “o motivo” que terá encorajado   as autoridades angolanas  a recuarem para que a mesma fosse ao ar, dias após a transmissão a de JES.

Fonte: Club-k.net

Arquivada para evitar reacções negativas

O Chefe de Estado angolano que não falava há 22 anos, para uma cadeia de televisão, acabou por falar ao correspondente da SIC, numa operação que envolveu, figuras como Aldemiro Vaz da Conceição e Manuel Rabelais, o director do Gabinete de Revitalização e Execução da Comunicação Institucional e Marketing da Administração, abreviadamente designado «GRECIMA».

Cymerman terá sido contactado, para o efeito, por Luis Costa Ribas, jornalista português que até bem pouco tempo fazia parte dos quadros activos da VOA, mas que recentemente se transferiu para Luanda, onde presta assessoria ao GRECIMA (salário de 12 mil dólares por mês).  Costa Ribas passa por ser a figura que assessorou na elaboração das perguntas que o jornalista da SIC, endereçou ao Presidente angolano.  JES teve acesso das perguntas antes da entrevista tendo rabiscado as respectivas respostas, numa folha A4, guardadas numa capa preta (Ver em anexo, o  vídeo dos bastidores da entrevista).


A TV Zimbo foi de facto o primeiro canal  que transmitiu a entrevista do estadista angolano. A transmissão integral na SIC foi feita num espaço (Jornal da Noite ) ao qual foi pago pelas autoridades angolanas, dentro do  tarifário  de publicidades daquela estação de televisão privada de Portugal. 


De acordo com explicações, em torno dos métodos de trabalho da SIC, se a mesma, fosse uma entrevista normal, aquela cadeia de televisão privada portuguesa enviaria um jornalista seu, a Luanda e não aceitaria perguntas enviadas antes e respostas escritas (rabisco), como  aconteceu com  o Presidente José Eduardo dos Santos.




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