O Presidente é de uma bagagem fora do comum - Jornal de Angola

Luanda  -  O Presidente José Eduardo dos Santos revelou uma grande serenidade e confiança durante a entrevista que concedeu a um jornalista “free-lancer”.

Fonte: Jornal de Angola

Mitos desmascarados

As declarações já correram mundo em vários órgãos de informação e particularmente no canal de televisão SIC. Qualquer aprendiz de ciência política percebeu que o entrevistador estava perante alguém que tinha uma bagagem fora do comum. E os mestres nas técnicas de marketing ficaram seguramente surpreendidos com o grande comunicador que lhes surgiu no ecrã, ao vivo e em directo.


Em Portugal os comentadores já tinham aprendido alguma coisa com José Eduardo dos Santos se não passassem a vida a distorcer o seu pensamento ou simplesmente a silenciar as suas posições políticas. Aqueles que ganham a vida dizendo mal de Angola e do Presidente da República eleito por uma maioria absolutíssima dos eleitores angolanos, ficaram surpreendidos com o estrondo da bomba mediática que lhes caiu no colo. Um susto que se compreende, porque passaram anos e anos mistificando a realidade angolana e construindo mitos, lendas e calúnias à volta de José Eduardo dos Santos. Quando lhes entra pelos olhos dentro um político sereno, inteligente, confiante e conciliador, entram em pânico. Andam há tantos anos na propaganda, que acabaram por acreditar nas patranhas que inventam. Depois negam a realidade.


Os comentadores portugueses que meteram a cabeça debaixo da areia ante o perigo de perderem o dinheiro que ganham distorcendo a imagem do Presidente José Eduardo dos Santos, espumaram raiva e disputaram entre si o primeiro lugar nos insultos e nas calúnias contra um Chefe de Estado que foi eleito com mais de 74 por cento dos votos dos eleitores angolanos.


Apregoaram que ele já não dava entrevistas há 22 anos. E depois espumaram raiva porque deu uma entrevista de fundo a um jornalista free-lancer. Até criticaram o autor da entrevista porque não fez as perguntas que eles gostavam de fazer. Outros disseram que a entrevista foi inoportuna. Os mesmos que garantiram existir um vazio de informação cavado há 22 anos, depois esbracejaram contra quem tapou esse vazio. São verdadeiros cabeças de vento! Mas é falso que José Eduardo dos Santos tenha estado 22 anos em silêncio. Pelo contrário. Ele responde a perguntas dos jornalistas nas conferências de imprensa. Faz pelo menos dois grandes discursos por ano: o de Ano Novo e o do Estado da Nação. Responde a jornalistas individualmente sempre que lhe fazem perguntas. Nunca virou a cara a um jornalista. Muito menos foi arrogante com a comunicação social. E só quem anda distraído não valoriza o desprezo olímpico com que brinda os pasquins nacionais e internacionais, quando o insultam e caluniam. Isto é que lhes dói!


Um comentador português disse na SIC que o Presidente José Eduardo dos Santos e a sua família deviam estar presos, porque são corruptos. Perante tão gravíssima calúnia, um Chefe de Estado menos tolerante processava o caluniador. Mas o Presidente é de uma tolerância invulgar. Basta olhar para as inúmeras oportunidades que deu à oposição armada para trilhar os caminhos da democracia.


Se olhassem para a realidade angolana nos últimos 40 anos com olhos de ver, facilmente verificavam que José Eduardo dos Santos arriscou a vida pelo triunfo da democracia em Angola e é um político que nunca fechou as portas ao diálogo, ao mesmo tempo que liderou a defesa da pátria, quando estava em perigo a soberania nacional e a integridade territorial. É duro dialogar com aqueles que matam angolanos, provocam milhões de refugiados e deslocados, destroem as poucas infra-estruturas que sobraram do colonialismo. Mas José Eduardo dos Santos dialogou!


Alguns comentadores portugueses estão preocupados com os investimentos angolanos em Portugal e particularmente na comunicação social. Até querem saber donde veio o dinheiro. Pobres de espírito! O dinheiro dos empresários vem dos negócios que fazem, dos projectos que executam com sucesso. E como agora é moda, provavelmente da especulação financeira. Há investidores que enriquecem do dia para a noite só porque uma agência de “rating” classifica a dívida de um país como lixo.


Mas os jornalistas e comentadores portugueses fazem muito bem em querer saber donde veio o dinheiro dos seus patrões. Por isso devem exigir imediatamente que apresentem provas de que a origem das suas fortunas é lícita. Não queiram exigir isso apenas aos hipotéticos patrões angolanos. Correm o risco de serem considerados racistas primários.


O colonialismo português está morto e devidamente enterrado. As relações fraternas que existem entre Angola e Portugal não podem ser manchadas por gente que usa os mais repugnantes argumentos dos colonialistas. Nós cá em Angola já perdoamos. Mas ainda não esquecemos que para os ocupantes, os negros eram todos ladrões e por isso tratados com desconfiança. É uma pena que a comunicação social portuguesa dê voz a gente que hoje esgrime os mesmos argumentos e com mais ódio.






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