Luanda – Mais de 30 reclusos “supostamente” da Comarca Central de Luanda (CCL) foram brutalmente agredidos pelos efectivos da Polícia Nacional, juntamente com os do corpo de bombeiro e da Guarda Prisional, conforme apresenta as imagens de um vídeo amador (registado, recentemente, por um dos agressores) a que o Club-K teve acesso.

Fonte: Club-k.net

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Não se sabe até aqui quais foram as razões que levaram mais de 20 funcionários do ministério do Interior a agredir os mesmos, uma vez que a Constituição angolana (aprovado desde 2010) proíbe praticas idênticas contra “qualquer pessoa independentemente da sua condição de detenção” ou não.

Curiosamente, já no final da sessão de tortura, o vídeo (de 5 minutos e 38 segundos) apresenta alguns reclusos a queixarem-se de tremendas dores. Um dos quais desfalece (depois de tanta porrada) nos abraços dos outros prisioneiros. Mais em diante vê-se um dos agredidos a sangrar no rosto, e outro a queixar-se do braço (que terá fracturado) e outros a chorarem.

Desde o início do ano em curso, o Club K tem vindo a denunciar (com provas, sobretudo vídeos), e alertar a sociedade em geral, o tratamento desumano que os reclusos e detidos recebem dentro das instituições prisionais angolanas, sobretudo as que se encontram em Luanda.

Além da alimentação (funje amarelo com molho de água e óleo de palma, sem qualquer acompanhante) que lhes são distribuídos nestes estabelecimentos, os cidadãos privados de liberdade por motivos de várias ordens, têm sido frequentemente vítimas de torturas injustificáveis, sob o olhar atento do executivo angolano liderado por José Eduardo dos Santos.

No sentido de intimidar os membros deste portal noticioso, as autoridades angolanas, na pessoa do director da DNIC, Eugénio Alexandre, moveu um processo-crime contra o Club-K, por causa de uma notícia que dava conta que o detido Bravo Lima fora alvo de uma sessão de torturas por agentes daquela instituição.

A activista dos Direitos Humanos, Helena Gomes, diz que  existe um número incalculável de reclusos e detidos nas cadeias angolanas que estão a passar pelas mesmas situações desumanas para reabilitar um preso. “A selvajaria demonstrada pelos agressores que são quadros do ministério do Interior, comprova mais uma vez que estamos perante a um governo assassino que não tem dó da vida humana”, asseverou.

Helena Gomes acrescenta ainda que “quando a violência acontece dentro do ambiente carcerário, e os detentos estão sob a custódia do Estado, pode-se configurar, sem qualquer receio, como tortura”.



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