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Carta aberta ao governador provincial de Luanda

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Luanda - De acordo com a noticia do jornal Continente, funcionários da Direcçao provincial de Educação de Luanda fazem substituição ilegal de nomes, para o Município do Cazenga esta prática é normal no actual mandato da Senhora Isabel Leitão .

Fonte: Club-k.net

Vejamos os factos em 2010, o Chefe de Recursos Humanos da Repartição Municipal da Educação do Cazenga, senhor Baltazar e o Ex Director Adjunto da Escola primaria 3039, António Gouveia estiveram detidos durante uma semana, por substituição de nomes, um esquema que mensalmente engordava as contas dos dois infractores ate que foram descobertos.

O então Director da referida, Escola Miguel António sentiu-se traído e por não compartilhar com este acto ilícito, pediu a sua exoneração, e consequemente a sua transferência para o município de Viana.
Os Directores das escolas do Município do Cazenga e mais agentes da educação pensaram que a chefe da repartição Municipal da Educação Isabel Leitão haveria de tomar medidas drásticas contra os seus subordinados, qual foi o espanto apenas exonerou o Director adjunto António Gouveia e manteve o Chefe de Recursos Humanos, nem sequer mandou instaurar um processo disciplinar uma demonstração clara de incompetência ou compadrio, nem sequer informou a Direcçao provincial da Educação de Luanda.

Os agentes de educação no Município do Cazenga questionam ate hoje como é possível um chefe de recursos humanos que procede desta forma continua a exercer as sua funções normalmente é caso para dizer que a educação no Cazenga esta desgovernado.

Por este motivo o gabinete Jurídico não consegue levar a peito o seu trabalho quando acontece casos do género, devido a essa falha, são obrigados a agirem a reboque quando a denúncia vem de outras estruturas via Direcçao Provincial da Educação

A não tomada de medida encorajou alguns Directores a continuaram a mesma pratica é assim que o Director da Escola 3015 Senhor Chapulo e seu adjunto Eugénio Tavares e o Director Adjunto da escola 3022, senhor Felizardo Amaro estiveram detidos durante quinze dias por substituição de ilegal de nomes e dupla identidade.

Uma fonte da Repartição Municipal da Educação sublinhou que no pretérito mês de Junho mais um Director de escola foi notificado pelo gabinete jurídico da Direcçao Provincial da educação acusado de ter substituído o mome ilegalmente, o Director em causa já tinha sido advertido há tempo por um funcionário dos recursos humanos da repartição, senhor Magalhães.

Os directores das escolas do Município do Cazenga estão agastados com a repartição, tudo porque desde 2008 que a senhora Isabel Leitão, dirige os destinos da repartição só a partir do mês de Abril do corrente ano é que começou a dar dinheiro que cabe as escolas para despesas correntes, tudo porque um dos Directores dissera que haveria de contactar o senhor Administrador do Cazenga Tany Narciso para indagar se a Repartição da Educação não recebe dinheiro para as escolas.

Com medo ela ordenou a chefe das finanças para começar a dar o dinheiro as escolas, só aconteceu a partir de Abril do corrente ano.


Numa das reuniões a Chefe de Repartição Municipal da Educação pediu encarecidamente aos diretores das escolas que caso alguém pergunta-se se recebem dotação financeira desde os anos passados , devem responder positivamente.

Este pedido fez alguns Directores questionarem, o destino dado ao dinheiro dos anos anteriores, alguém engordou as suas contas com este dinheiro, por isso é as escolas estavam sem mínimas condições higiénicas, os directores eram obrigados a tirarem o dinheiro do seu bolso.

Outra purga que esta igualmente na cabeça dos agentes da Educação no Cazenga é o nepotismo, ela propôs a sua filha para dirigir a Escola do I ciclo 3022, em detrimento de quadros mais capazes que deviam ser promovidos, muito dos quais são sub-directores a mais de 15 anos.

A Chefe de Repartição da Educação do Cazenga perdeu credibilidade e competência, todas as reuniões agora só ameaça que vai exonerar, recentemente mais de 50 Diretores das escolas primarias preencheram o acto de incumprimento, porque não entregam a estatística, no prazo estipulado, uma coisa inédita que nunca aconteceu nos mandatos anteriores, todos cumpriam isto demonstra descontentamento no seio dos directores.

Uma fonte da repartição Municipal da Educação sublinhou que muitas vezes são obrigados a recorrer as escolas para reproduzirem documentos, ate mesmo provas por falta de recursos financeiros. A fonte acrescentou igualmente que existe uma grande desmotivação no seio os trabalhadores da repartição, não conseguem trabalhar por falta de meios. A chefe tornou-se arrogante e vê fantasma, pensa que todos estão contra ela.

Segundo a mesma fonte esta é a gestão mais desastrosa, porque não existe gestão nem liderança, as pessoas só trabalham quando têm orientações da Dpl, a nível local não temos programa de trabalho, laboramos empiricamente.

Estas e outras situações pedimos ao Governador Provincial de Luanda para tomar algumas medidas achadas pertinentes, para evitar o pior uma vez que o Director Provincial da Educação faz ouvido de mercador. Estes factos demonstram falta de competência por parte da chefe, um chefe de recursos humanos que comete tal irregularidades ao ponto de ficar detido continua a exercer a actividades, como nada se trata-se, qual é a moral que é transmite aos subordinados

A bem da educação


Luanda aos 7 de Agosto 2013

 






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