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Honra e bom nome da UNITA e de seus órgãos no caso Mfuca Muzemba –Lourenço Bento

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Luanda - Há uns anos atrás, a UNITA, por intermédio da JURA, sua organização juvenil, recrutou e investiu valor político num jovem que mais não era se não líder do Movimento dos Estudantes de Angola – MEA, conhecido pela sua acutilância e suas posições contra o regime, quando o assunto fosse direitos dos estudantes.

Fonte: Unita.com

ImageComo milhões de angolanos, Mfuca Muzemba embarcou na luta pelo aprofundamento do Estado de Direito. Passou a dar a sua contribuição à luta da UNITA para a salvaguarda dos interesses dos angolanos, na sua maioria excluídos e menosprezados.

Com o fim do mandato do actual deputado à Assembleia Nacional, Liberty Chiyaka na direcção da JURA, os holofotes apontaram ao então jovem líder estudantil, que foi sondado para a possibilidade, caso passasse pelo crivo dos membros da JURA, de ocupar a liderança da organização juvenil da UNITA.

Quando chegou o momento, Mfuka Fuakaka Muzemba perfilou na corrida com outros três candidatos, Osvaldo Júlio, Helda Santos e Adriano Sapiñala Chiwale.

O voto maioritário dos delegados ao Congresso da JURA recaiu sobre Mfuka que foi eleito.

O jovem, como ele próprio disse na sua campanha “apanhei a carruagem do comboio na Estação”. Tinha, na verdade, chegado a oportunidade de ouro para o jovem dirigente. Passou a ser o membro mais novo da direcção da UNITA e a participar de debates de assuntos do país, um privilégio que poucos têm.

A sua condição de dirigente juvenil da UNITA lhe valeu o lugar privilegiado nas listas de candidatura a deputado, tornando-se um dos eleitos do povo, para a legislatura 2012-2017.

Se como líder estudantil, nunca o regime se incomodou com as suas declarações, o mesmo não se pode dizer quando ascendeu ao cargo de Secretário-geral da JURA, a mais importante organização juvenil partidária do país, depois da JMPLA.


Mfuka tornou-se importante, visível e por isso alvo de cobiças e estratagemas, que envolveram o seu aliciamento por pessoas ligadas ao regime, a julgar pelos resultados da Sindicância mandada instaurar a seu pedido, na sequência de rumores que associavam o seu nome em actos violadores dos estatutos internos da JURA e da UNITA.

A Comissão de Sindicância fez o seu trabalho e remeteu ao Comité Permanente da Comissão Política, o resultado de mais de 30 dias de auscultação e análise. Ao órgão de Direcção da UNITA coube decidir o encaminhamento de todo o processo ao Conselho Nacional de Jurisdição, que sua vez desenvolveu trabalho que lhe competia, tendo, depois de tudo proposto 24 meses de suspensão, como sanção aplicável. Tal como a Comissão de Sindicância, o CNJ não teve dúvida sobre a existência de infracções cometidas pelo responsável máximo da JURA, tendo para essa conclusão concorrido os factos provados e as testemunhas.

Como não podia deixar de ser, foram dadas várias oportunidades ao indiciado, para provar que não é responsável pelos factos de que é acusado. Foram, inclusive, solicitadas provas documentais as quais nunca foram presentes em tempo oportuno, nem à Sindicância nem ao Conselho Nacional de Jurisdição.

As únicas provas documentais que o indiciado apresentou e que não provaram nada, foram o extracto de conta bancária referente ao período que não estava em causa, 2007, a carta de pedido de crédito dirigida a um Banco. Esses documentos não estavam habilitados a provar nada.

Sobre Mfuca Muzemba recaem acusações de ter efectuado movimentações semanais de uma conta domiciliada num dos Bancos, onde segundo a acusação, o titular tinha relações privilegiadas com o director da instituição. O extracto bancário dessa conta poderia ser prova bastante, mas o Mfuca não apresentou esse documento.

Perante acusação de que teria recebido, em nome da JURA, carro e casa do Ministério da Juventude e Desportos, através do Conselho Nacional da Juventude, o normal seria que o acusado colocasse à disposição da Sindicância e a Conselho Nacional de Jurisdição um documento a provar o contrário. Da mesma forma, o então líder juvenil da UNITA não conseguiu provar que não teria solicitado visto à Embaixada Portuguesa para pessoas estranhas à JURA e ao Partido. Neste caso particular, é bom recordar que a própria Embaixada portuguesa é que alertou a UNITA sobre essa fraude.

Apresentar documentos que revelam a relação contratual com qualquer senhorio pode ser válido para outras coisas mas não prova nada no caso em análise. Há por aí muita gente com casas onde não residem.

Sendo Mfuca Muzemba o mais interessado na sua própria defesa, isso o obrigaria, senão a cooperar com as instâncias que o estavam a inquerir, pelo menos a colocar sobre a mesa provas convincentes que o ilibassem das graves acusações, que terão surpreendido e decepcionado muitos jovens e não só que acreditavam no que afirmava e fazia, em prol de Angola.

O líder juvenil suspenso afirmou na sua Conferência de Imprensa que a decisão do Comité Permanente da Comissão Política foi injusta e não democrática. Será?

Esta quarta-feira 18, vamos ouvir o que a UNITA tem a dizer sobre o mesmo caso, uma vez que alguns círculos da nossa praça política angolana apodam o Partido liderado pelo Dr. Isaías Samakuva de tribalista e de pretender amputar a carreira política do jovem.

Não posso acreditar que os membros da Direcção da UNITA, desde o Presidente do Partido, Dr Isaías Samakuva com a idoneidade que lhes conheço tenham embarcado no tribalismo que o Partido combate acerrimamente ou no combate a Mfuca Muzemba enquanto pessoa.

O que me consola a mim e a maioria dos angolanos é que o tribalismo e o combate a pessoas nunca caracterizaram a UNITA. O que está em causa é algo muito mais sério e profundo.






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