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Sindicato de professores universitários denuncia violação da lei da greve

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Luanda – O secretário-geral do Sindicato dos Professores do Ensino Superior (SINPES), Eduardo Peres Albano, disse na segunda-feira, 16, em Luanda, que vai dirigir uma carta de protesto por alegada violação da lei da greve. Professores universitários de instituições públicas do Ensino Superior encontram-se em greve por tempo indeterminado desde a passada terça-feira, para reclamar essencialmente aumentos salariais.

Fonte: Lusa
Eduardo Peres Albano disse que continuam até hoje sem qualquer pronunciamento por parte do Ministério do Ensino Superior.

Segundo aquele sindicalista, chegou ao conhecimento do SINPES, que o ministro do Ensino Superior, Adão do Nascimento, começou hoje alegadamente a manter contactos, em Luanda, com dirigentes de vários núcleos de instituições públicas.

"Ficamos a saber que foi realizado hoje um encontro às 09:00 no ISCED, e que estão agendados outros ainda hoje com a Faculdade de Medicina, Faculdade de Letras e o Instituto Superior de Saúde", acusou Eduardo Peres Albano.

O secretário-geral do SINPES referiu que, no encontro, em que estiveram presentes "um número ínfimo" de docentes e não docentes, estes foram coagidos a regressarem ao trabalho. "Vamos escrever ao senhor ministro, expressando a nossa indignação e dizer que toda a sua orientação é nula neste momento", sublinhou.

Eduardo Peres Albano disse que já foi entregue, na sexta-feira, uma carta ao Presidente José Eduardo dos Santos em que solicitam a sua intervenção face ao "silêncio absoluto" da entidade patronal, que acusa ainda de "minimizar a situação".

Em junho deste ano foi entregue, pela segunda vez, ao Ministério do Ensino Superior um caderno reivindicativo, aprovado na Assembleia-geral de caráter nacional de junho de 2012, no Lubango, província da Huíla.

No caderno reivindicativo, o SINPES apresenta uma proposta salarial para o professor titular, que passa do vencimento base mensal de 357 mil kwanzas para 1,5 milhão de kwanzas. Além dos aumentos dos salários, os professores reclamam por melhores condições de trabalho.

As instituições públicas do Ensino Superior integram sete regiões académicas, a I - Luanda e Bengo, II - Benguela e Kuanza Sul, III - Cabinda e Zaire, IV - Lunda Norte, Lunda Sul e Malanje, V - Huambo, Bié e Moxico, VI - Huíla, Namibe, Cuando-Cubango e Cunene e VIII - Uíje e Kuanza Norte.






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