Luanda - O direito à honra é esmagado pelo lixo mediático que em Angola ameaça sujar tudo e todos. O bom nome de um cidadão, seja ele quem for, pode ser atirado para a lama na maior das impunidades, em antros como o Club K e seus derivados. Mas também por políticos sem ética, como Raul Danda, da UNITA, que exibiu o meu contrato de trabalho na Assembleia Nacional, um documento que faz parte da minha esfera pessoal e não pode ser divulgado por ele, seja onde for, e muito menos servindo-se dos que fazem do jornalismo e da política, actividades de malfeitores.

Fonte: Jornal de Angola

Crimes e abusos ao quadrado

A minha história pessoal só pode ser contada por mim, nunca por bandoleiros escondidos por trás da nobre profissão de jornalista. E pagos por donos sem rosto, ainda que, por exclusão de partes, seja fácil saber quem são. O Clube K e seus derivados nunca exibiram papelada a revelar quanto ganham os deputados da UNITA. Nunca publicaram quanto ganham administradores de empresas públicas ou privadas. E alguns só aparecem nos locais de trabalho, nos intervalos das viagens de lazer.

Nunca o Clube K e seus derivados revelaram contratos de jornalistas angolanos ou estrangeiros. Nunca distorceram as suas histórias pessoais ou mentiram alarvemente sobre eles, como fazem comigo. Percebo a distinção. Querem intimidar-me. Os donos que estão por trás da escória humana que pulula pelo Clube K e seus derivados, é evidente que se sentem incomodados com o meu trabalho de jornalista. Preferiam que enveredasse pela treta, pelas cócegas, pela conciliação com assassinos, torturadores, traficantes de droga, diamantes e marfim que estão prontos a voltar às suas actividades criminosas, assim que tenham a mínima oportunidade.

O nazismo não é para esquecer. O Holocausto é para ter sempre presente, antes que novos Hitler elejam quem vão exterminar e em que campos de concentração. O apartheid é para nunca esquecer. Os milhares de mortos angolanos na guerra contra os invasores e seus ajudantes reclamam que jamais esqueçamos PW Botha e Savimbi.

O ataque ao comboio no Zenaza do Itombe, a bomba no Aeroporto 4 de Fevereiro, as mulheres queimadas na Jamba, os cercos a Malanje e Cuito, que fizeram milhares de mortos, os refugiados do Huambo que morreram afogados no rio Cubal, as baixas aos milhares nas batalhas do Triângulo do Tumpo, os raptados, torturados e queimados vivos não são nunca para esquecer. Eu não esqueço e nunca deixarei de os recordar, em letra de Imprensa sempre e quando os assassinos e torturadores de ontem apontarem o dedo acusador às suas vítimas,  fingindo que são virgens castas. As vítimas não podem ser acusadas de intolerância quando toleram e aceitam, mesmo nos órgãos de soberania, os que cometeram crimes hediondos, sendo o mais grave terem colaborado com o regime de apartheid. Vou repetir: o crime mais grave que os criminosos de ontem cometeram, foi terem atacado de armas na mão os angolanos, ao lado das tropas dos nazis de Pretória. Hoje fingem que são pombas brancas quando ontem eram abutres empanturrados dos cadáveres das suas vítimas inocentes. Não me vão calar com os truques da tolerância ou da reconciliação. Quem não respeita os resultados eleitorais e os titulares dos órgãos de soberania é intolerante e tem um conflito irreconciliável com a democracia. Vou sempre denunciar esta iniquidade política, aqui e em toda a parte. Lutei toda a vida pela liberdade de imprensa, mereço expressar o que penso, dos assassinos que ajudaram o regime de apartheid a exterminar angolanos e a violar o solo sagrado da Pátria.

O ministro José Luís de Matos  exortou os profissionais da comunicação social a desenvolverem um jornalismo inovador, criativo, sério, isento, responsável, e que se conformem aos princípios éticos e deontológicos, para que a comunicação social seja uma alavanca do processo de desenvolvimento político, social, económico e cultural de Angola. Pela fé de quem sou garanto que vou acolher, palavra a palavra, o seu apelo. Angola será o maior país do mundo se todos me imitarem.

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