Lisboa - Os familiares da jovem Nikilauda Vieira Dias Galiano “Neth”, terão rejeitado uma oferta de 100 mil dólares americanos destinada a retirar a queixa-crime contra o dirigente do MPLA, Miguel Catraio que está detido desde sexta-feira, por haver indícios de que tenha sido o principal instigador da agressão a honra daquela cidadã angolana.

 

 Fonte: Club-k.net

TPA suspeita de apoiar   Miguel Catraio

Terá sido em função da recusa desta oferta, que o assunto foi parar aos órgãos de justiças, encorajado por uma carta de uma plataforma  de mulheres desligadas a OMA, que fora  enviada ao Procurador Geral da República, João Maria de Sousa exigindo justiça.

 

As ações destinadas a abafar o caso é também sentida na forma como os órgãos de comunicação do governo tratam do assunto. A Televisão Publica de Angola (TPA) por exemplo, apresenta o autor moral simplesmente por “Miguel” evitando citar o seu sobrenome (Catraio) ou de fazer alguma referencia de que seja um dirigente do regime, a semelhança do que fazem com pessoas da UNITA ou de um outro partido politico.

 

A conduta da TPA, é suspeita de estar em sintonia com uma estratégia da defesa de Miguel Catraio que segundo circula em meios competentes, poderá defender-se dizendo que não haver provas suficientes de que o “Miguel” citado no vídeo seja o mesmo que atende pelo sobrenome de “Catraio” e ligado ao regime do MPLA, o partido no poder em Angola.

 

Miguel Catraio segundo posição de juristas em Luanda, não pode ser autor moral da agressão por estar claro de que ele tenha ordenado as suas amigas a agredirem “Neth”. O mesmo entrará no processo como instigador mas podendo levar a mesma pena que as agressoras, identificadas por “Jussila”, Neth Nahara, Irina Neto e etc.