“Continuam os gritos de socorro entre a comunidade de bolseiros angolanos em marrocos” – Valter Sebastião

Marrocos - É lamentável a forma como tem sido tratada a comunidade de bolseiros do INAGBE no Reino de Marrocos. Depois do último “grito de socorro” devido aos 8 meses de ausência de subsídios, seguido da demonstração de descontentamento por parte dos encarregados e dos próprios estudantes às Entidades que os representam naquele Reino, o Cenário se repete e desta vez, de forma mais brutal e Titânica.

Fonte: Club-k.net

Depois da “manifestação o ano passado” de uma fracção de bolseiros aos arredores da Representação Diplomática de Angola no Reino de Marrocos, devido aos 8 meses de atrasos dos respectivos subsídios pelo INAGBE, os estudantes, estão sendo submetidos a uma espécie de crivo, que alguns acreditam ser a manifestação de um projecto conjunto de má-fé entre a “Embaixada e o SA ́E – Argélia” com a finalidade de esmagar as liberdades de exercício dos seus direitos e implantar o medo colectivo na consciência dos estudantes – Sofrer calado; sofrer no silêncio é a regra...

 

Fala-se de uma complexa e indomável “Prova de Vida” inventada em última instância pelos responsáveis daqueles estudantes na África; nunca se viu na história dos bolseiros externos, tal Prova; submetida a pessoas que nem meio para comprar pão para comer ou um autocarro para deslocar-se à Escola têm... Quem em sã consciência marcaria tal peça Teatral em período de tamanha necessidade e frustração por parte de quem reclama um direito e lhe respondem com deveres/ameaças? A vida é um bem fundamental a que o Estado Angolano se prometeu a proteger e salvaguardar, Art.o 30 CRA.

 

A forma como se tem conduzido tal Prova de Vida naquele País, levou desde muito cedo a comunidade de estudantes a encarar tal Projecto, como uma forma de vingança desmedida por parte de certas Entidades do Estado que não aceitam afrontas/objecções, ainda que não estejam em condições de negá-las. Acredita-se que as longas voltas que os responsáveis pelo SA ́E Argélia têm dado, seja uma forma de esquivar-se da responsabilidade de responder aos estudantes sobre o real destino das verbas cabimentadas para o pagamento dos subsídios destes agora há 9 meses sem os mesmos. A Comunidade não exclui a possibilidade de haver esquemas/desvios de verbas destinadas a outros fins inconfessos.

 

É verdade que de um tempo a esta parte o INAGBE na pessoa do Sr. Kiafuca Diedonné, como servidor público, tem demonstrado um enorme desrespeito pelas vidas humanas incorporadas no papel de estudantes naquele país, ferindo o disposto na alínea 2 do Art.o 31 da CRA; alínea 1 do art.o 40; art.o 52 alínea 1.


Este processo que deveria ser curto e eficaz releva-se a cada dia num ponto de cobertura de acções obscuras em volta dos dinheiros do Estado destinados aos cidadãos angolanos. E por outra, o que confirma tais suspeições são as constantes contradições daqueles responsáveis; do dito pelo não dito; agravado pela subserviência total dos Órgãos de liderança da Associação que em vez de cumprirem o seu Papel de garantes dos direitos em representação da Comunidade, converteram-se em meros papagaios reprodutores das falas dos chefes, que fazendo papel de idiotas trazem qualquer tipo de informação de cima, confirmada mente contraditória aos olhos de quem foi deixado para morrer e que há 9 meses resiste apelando o direito á Vida; cobrando responsabilidades a quem de Direito “INAGBE cade você?”.

 

Os estudantes naquele País respeitam a figura do Sr. Kiafuca como profissional e quadro por muitos estimado competente naquilo que faz, portanto rejeitam firmemente toda a tentativa de qualquer entidade espoliar dos seus bolsos as moedas que já lhes são por migalhas; ...dividas, facturas e todo o tipo de empréstimos tiveram de fazer para sobreviverem até agora, agravando a situação pela quase impossibilidade de saída de divisas do país...

 

Não obstante as duras ameaças de que têm sido vítimas durante este período da Prova de Vida; o longo e fatigante tempo que tiveram de esperar; as inconformidades e vícios ao longo de todo este processo... até que as pessoas se fartaram e se prepararam para uma MEGA MANIFESTAÇÃO na Embaixada de Angola em Marrocos, e, uma intervenção directa dos pais e encarregados de educação em Angola ao INAGBE e as Entidades mais Altas da Nação, vem um comunicado informal e de canoa a dizer “Todas as promoções vão receber dois meses dos subsídios daqui a mais 15 dias... foram depositados... na semana...”.

 

Caros responsáveis, brincadeiras têm limites, e com a vida de pessoas humanas não se brinca. Devolvam a Dignidade destes estudantes e concertem as borradas que têm de concertar da forma mais justa possível. Os estudantes vão exigir de vocês o que teriam exigido há muito... São 9 meses de dívidas e pelo que se sabe o INAGBE pagou os outros estudantes na Europa até 6.000 USD; os estudantes da Argélia receberam os complementos faz tempos...Como é possível os estudantes de Marrocos se encontrarem nestas condições e ninguém dizer nada? O que se sabe de concreto sobre esta famigerada “Prova de Vida”? Onde andam os resultados? Onde foram publicados? Quais os critérios utilizados para qualificar os bolseiros activos ou não? Onde anda o suporte Legal que justifique cada decisão que tem vindo a ser tomada pelo SA ́E Argélia?

 

Ainda que se publique uma lista de corte definitivo de bolsas e todos os estudantes do “Royaume” sejam contemplados nela, os senhores, o Estado angolano, tem a obrigação de pagar o que deve a estas pobres almas que de angolanos só restou o nome.

 

“EM RESPEITO À VIDA, À DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA; EM RESPEITO AOS FUTUROS QUADROS DE ANGOLA; PAGUEM TUDO QUE DEVEM!”.

Luanda, 18 de Março 2017

 







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