FLEC divulga vídeo de policias reféns

Washington – A guerrilha da Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC), divulgou em vídeo  que o Club-K teve acesso, os quatros elementos da Polícia Nacional de Angola emboscados na madrugada do dia 15 de Maio, pela brigada de Maiombe Sul das Forças Armadas Cabindesas (FAC), na povoação de Nhuca, região de Buco Zau.
 
Fonte: Club-k.net
 
Comando-geral da Polícia Nacional nega detenção dos seus oficias 
 
O vídeo surge depois de  o  comando-geral da Polícia Nacional de Angola ter negado  a veracidade do anúncio feito pelos independentistas da FLEC, considerando-o uma "manobra" para "chamar à atenção".
 
 
"Isso não é verdade e é mais uma manobra de diversão para chamar atenção. Não há nada de concreto em relação a isso. Não temos nenhuma informação que nos leva a acreditar nisso, até porque em conversa com o comandante de Cabinda e outras entidades locais não se confirma", afirmou à Lusa o porta-voz do comando-geral da Polícia Nacional de Angola, Orlando Bernardo.
 
De acordo com o  comunicado de guerra, a FLEC  anuncia que "dois soldados das FAA foram mortos e quatro polícias do governo angolano foram capturados pelas FAC. Os quatro angolanos são nossos prisioneiros de guerra e como tal serão tratados".
 
 
A FLEC-FAC acrescenta que pretende libertar estes prisioneiros, como "medida humanitária", lançando um "apelo" ao Comité Internacional da Cruz Vermelha "para mediar a libertação dos angolanos feitos prisioneiros".
 
Desde 2016, quando retomou a luta armada, a FLEC-FAC já reivindicou dezenas de ataques mortais a militares das FAA.
 
 
O ministro do Interior de Angola afirmou em outubro que a situação em Cabinda é estável, negando as informações das FAC, que só entre agosto e setembro tinham reivindicado a morte de mais de 50 militares angolanos em ataques naquele enclave.
 
 
"Em Cabinda, o clima de segurança é estável, é uma província normal, apesar de algumas especulações e notícias infundadas sobre pseudo-ações militares que se têm realizado", disse o ministro Ângelo da Veiga Tavares.
 
 
O chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas também desmentiu em agosto, em Luanda, a ocorrência dos sucessivos ataques reivindicados pela FLEC-FAC, com dezenas de mortos entre os soldados angolanos na província de Cabinda.
 
 
O general Geraldo Sachipengo Nunda disse então que a situação em Cabinda é de completa tranquilidade, negando qualquer ação da FLEC-FAC, afirmando que aqueles guerrilheiros "estão a sonhar".
 






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