Luanda - O candidato do MPLA à Presidência da República de Angola, nas eleições gerais de 23 de agosto, disse hoje, em Luanda, que pretende combater a corrupção acabando "com muita vontade" um outro mal que é o da impunidade.

Fonte: Lusa

Numa primeira entrevista coletiva dada a órgãos nacionais, João Lourenço reiterou que o combate à corrupção está na linha da frente quer nos principais documentos do partido, na moção de estratégia do líder do partido, José Eduardo dos Santos, bem como no seu programa de governação.


João Lourenço frisou que quer o líder do partido quer a direção do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) "concluíram que a corrupção é um grande mal que entre outras coisas coloca a reputação do nosso país perante a comunidade internacional".


"Se tivermos a coragem, a determinação de combatermos a impunidade com certeza que conseguiremos combater a batalha da luta contra a corrupção", disse João Lourenço.


Para o candidato do MPLA à Presidência da República, há um outro mal que se propõe a combater que é o problema da má gestão dos recursos públicos.


"É que se criou na nossa sociedade a mentalidade que tudo que é do Estado é para se cuidar de qualquer forma, não há contas a ajustar para ninguém, não há patrão, temos que trabalhar no sentido de inverter esta mentalidade", referiu João Lourenço.


A inversão deste quadro, avançou o também vice-presidente do MPLA, deverão ser aplicadas um conjunto de medidas de caráter administrativo, legislativo, de educação moral e cívica, que vão permitir "colocar na mente das pessoas que o que é público é sagrado".


"O que é público tem dono, o que é público é de todos os angolanos e como tal temos a obrigação de cuidar, de preservar e de prestar contas ao dono desse património que é o povo angolano", apontou.

 



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