Lisboa -   Está a ser encarada com agrado dentro do MPLA, a aparição do antigo Primeiro Ministro de Angola, Marcolino José Carlos Moco num encontro que o candidato do partido, João Gonçalves   realizou, esta terça-feira, 7,  em Luanda, com os fazedores de Cultura e Arte.
 
Fonte: Club-k.net
 
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O agrado esta a ser traduzido nas reações dos militantes  do  que logo a seguir partilharam imagens de Marcolino Moco nas redes sociais com mensagem sugestivas de um reencontro de reunificação da grande família. De entre os militantes que manifestaram o seu benevolência constam nomes como Fragata de Morais, Matos  Kito Mota,  Suzeth Antão e João Kassinda, militar  reformado baseado em Lisboa.  
 
 
Marcolino Moco aceitou o convite da qualidade de escritor,  na qual escreve usando o pseudônimo Domingos Florentino. Para além dele estiveram   também ao encontro  Artur Pestana “Pepetela”, Jackques dos Santos,  escritores  que no passado mostraram se  descontentamento com as politicas de violência e repressão que a governação de José Eduardo dos Santos exercia contra jovens manifestantes em Angola. 
 
 
Se de um lado a aparição do escritor Marcolino  Moco, numa reunião do MPLA,  causou agrado, o mesmo não se pode dizer do lado oposto ao regime, onde o assunto foi visto com reservas, conforme descreveu nas redes sociais, Carlos Lopes,  candidato a deputado pela   CASA-CE. 
 
“O  Dr. Marcolino Moco surpreendeu-me pela negativa, por aquilo que disse numa curta entrevista que deu a TPA-1 e que passou no Jornal da Noite, a margem do show-off que JLO fez no Centro de Conferência de Belas, ontem em Luanda, no encontro com as pessoas ligadas as artes e cultura. Até elogiou Eduardo dos Santos considerando-o uma figura de proa como Agostinho Neto. Mas aqui fica a sua participação, poucos meses antes em Lisboa, onde eu o ouvi com muito agrado a falar das ditaduras africanas que se preocupam em beneficiar os seus amigos e familiares, entre outros temas que abordou”, desabafou Carlos Lopes.
 
Pedroski Teca, figura da sociedade civil que manifesta admiração pelo antigo Primeiro Ministro angolano  juntou-se também a corrente de indignação procurando entender a sua recente mensagem aos microfones dos órgãos de suporte ao regime.   
 
“Pergunto: Quê mensagem o kota Marcolino Moco queria passar ao participar na actividade do MPLA? Jovens como eu, que o admiram, ficaram confusos diante desta atitude”, disse.
 
Posição contraria a  Pedrowski Teka tem a antiga secretaria geral dos jornalistas angolanos  Maria Luísa Rogério que também  através das redes sociais esclareceu que Moco é do MPLA e tal como outras figuras desavindas, o seu problema era a liderança de José Eduardo dos Santos e a sua constituição atípica. 
 
 “Pedrowski Teka concordo com todos quantos disseram que o Dr. Marcolino Moco nunca escondeu que sempre foi do MPLA. Sempre deixou claro que o problema era o presidente José Eduardo dos Santos, mais concretamente a Constituição atípica moldada na figura do ainda PR, a gestão danosa dos bens públicos e o favorecimento a familiares directos e outras figuras próximas. Embora esteja no centro do seu desencanto a figura de JES não é propriamente um inimigo visceral. Acredito, por outro lado, que as declarações foram tiradas do contexto. Uma figura com a dimensão de MM, que também é escritor, não deve ter receios em reconhecer os feitos, mas aponta as falhas. A mídia passou os elogios, mas omitiu as críticas, o que é péssimo”, escreveu Luísa Rogério.
 
 


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