Luanda  - JES, começa a dar sinais de seu arrependimento de se afastar definitivamente da política activa e não continuar no poder, porque dentro de alguns dias termina o seu reinado ao ficar longe dos campos de governação do País. Para isso, e como forma de garantir sua visibilidade, Eduardo dos Santos, submeteu a Casa das Leis e aprovaram uma lei que prolonga o mandato dos líderes militares, polícias e dos serviços de Inteligência de seis para oito anos, só podendo ser demitidos se forem culpados de "conduta criminal ou disciplinarmente grave". Significa dizer que o próximo Presidente da República ficará durante o seu primeiro mandato de cinco anos sem exonerar e nomear chefias militares. Será que o proximo Presidente da República deixará de exercer as funções de Comandante-em-Chefe?

Fonte: Club-k.net

Para piorar e demonstrar a sua crinoidade, proibe o próximo Presidente da República de mexer nos PCAs da Sonangol e do Fundo Soberano. De recordar que a Constituição que foi aprovada pelos seus Deputados e promulgada pelo JES é clara na atribuição das suas competências e responsabilidades como Presidente da República.

Fazendo recurso a Constituição, pode-se constatar que o Artigo 122o na sua alinea d), diz-nos que compete ao Comandante-em-Chefe em nomear e exonerar os demais cargos de comando e chefias das Forças Armadas, ouvindo o Conselho de Segurança. Na sua alinea e), promover e graduar, bem como despromover e desgraduar os oficiais generais das Forças Armadas Angolanas, ouvido o Conselho de Seguraça Nacional. Na sua alinea f), compete ao Presidente da República de nomear e exonrar o Comandante Geral da Polícia Nacional, ouvido o Conselho de Segurança Nacional. Na alinea g) nomear e exonerar os demais cargos de comando e chefia da Polícia Nacional, ouvido o Conselho de Segurança Nacional. A alinea h) promover e graduar, bem comro despromover e desgraduar os oficiais, Comissários da Polícia Nacional, ouvido o Conselho de Segurança. E por último a alinea i) nomear e exonerar os titulares, adjuntos e chefes de direcção dos órgãos de inteligência e de segurança do Estado, ouvido o Conselho de Segurança Nacional. Aqui estão descritas algumas das competências do Presidente da República e naturalmente os Deputados aprovaram a lei que prolonga os mandatos dos líderes Militares, Polícia e Serviços de Inteligência.

 

Fazendo uma excursão sobre tudo isso, não entendo a posição dos Deputados em deixar passar esta lei. Sinceramente com tudo isso que JES inculcou nas mentes dos Legisladores, seguido pelos seus capatezes do MPLA, sem que a sociedade tenha conhecimento, o País começa a declinar-se para queda no barril de pulvôra. Com a informação bombastíca publicada no Club K, da proibição do próximo Presidente da República mexer nos PCAs da Sonangol e do fundo Soberano, está mais que comprovado que JES quer se tornar um crinoide, a semelhança dos seus amigos ditadores africanos como Mobutu Sese Seko da RDA, Idi Amin Dada do Uganda, Jean Bedel Bokassa da RCA, Robert Mugabe do Zimbábwe e outros que estão registados nas páginas de ditadores.

 

Segundo ainda o Índice de Bilionários da Bloomberg e publicado pelo Club K, já é do nosso conheciemento. Mas a sociedade angolana ainda não caiu na real, mesmo dando conta que a rica do País está sendo lapidada pela família do Presidente e os seus aliados acumularam fortunas impressionantes. Segundo ainda a publicação do Club K, extraida da agência de informação financeira, dá-nos conta da fortuna da Isabel dos Santos de 2,3 mil milhões de dólares atribuída sendo a mulher mais rica de África.

 

Outra observação ainda, é que os partidos políticos de oposição devem dizer as coisas que estão mal durante a governação de JES e do seu partido MPLA. Inumerar os factos mais impactantes para convencer o eleitorado numa melhor escolha. Dizer ao povodas facatruas de JES, faz parte do jogo político e porque não se tornará sendo um discurso musculado, mas sim a verdade. Se o MPLA ganhar e governar por cima das orientações de JES, pode-se dizer que estaremos diante de um colapso na governação angolana.



DEBATE NAS REDES SOCIAIS:




DEBATE NO ANÓNIMATO: