Lisboa  - A agência de notação financeira reviu em baixa a classificação da dívida soberana de Angola para B-, mas elevou o "outlook" de negativo para estável.

Fonte: Lusa

A Standard & Poor’s cortou em um nível o rating soberano de Angola de B para B-, que é o sexto nível do chamado "lixo" (já que recai numa categoria de investimento especulativo, em vez de ser considerado investimento de qualidade).

 

A justificar o corte da notação da República de Angola estão os crescentes custos do serviço da dívida, bem como débeis perspectivas económicas, sublinha a agência no relatório divulgado esta sexta-feira, 11 de Agosto, a que o Negócios teve acesso.

 

"Baixámos as nossas expectativas quanto ao ritmo do crescimento de Angola. O desempenho da receita orçamental do país está aquém das nossas expectativas anteriores e os custos do serviço da dívida estão a aumentar", refere o documento.


Além disso, "o sector da banca está fraco", acrescenta a S&P. "Alguns importantes bancos estatais estão a passar por processos de reestruturação, o que coloca riscos contingentes ao governo. No entanto, os activos financeiros líquidos continuam amplos relativamente aos dos países em situação semelhante".



Mas, apesar, de ter cortado a notação financeira, a S&P elevou a perspectiva ("outlook") para a evolução da qualidade da dívida angolana, de "negativa" para "estável". Quer isto dizer que em breve poderá voltar a subir o rating de Angola - possibilidade que ganhará mais força quando o "outlook" passar para positivo.


"O ‘outlook’ estável refelecte o nosso entendimento de que o actual défice das contas correntes se manterá alto, mas poderá ser financiado externamente sem que se tenha de recorrer excessivamente às reservas estrangeiras de Angola", salienta o relatório.


No próximo dia 23 de Agosto, recorde-se, realizam-se as eleições presidenciais em Angola.

 



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