Luanda - Isaac dos Anjos considera de “mau gosto” a inclusão do seu nome na lista de potenciais técnicos do sector de agronomia com quem a UNITA pretende contar para formar o Governo de Inclusão e Participação (GIP), anunciado ontem no seu tempo de antena na Televisão Pública de Angola.

Fonte: Opais

Considera de “mau gosto” a sua inclusão no GIP

“Infelizmente, o engenheiro (Vitorino) Nhany fez referência ao meu nome e de outros colegas agrónomos, o que nos parece ser algo de muito mau gosto. Primeiro, porque sou membro do Bureau Político do MPLA e sou parte da sua campanha nacional”, declarou, ontem, à imprensa, na cidade do Dundo. Esclareceu que o maior partido na oposição agiu desta forma para gerar alguma atrapalhação no seio dos militantes do MPLA, uma vez que estão numa dinâmica de vitória, fruto do trabalho que vêm realizando desde 2013.

 

“Muito claramente tem a ver com o facto de o engenheiro Nhany ser agrónomo como eu. Ter sido meu colega da universidade e todos os nomes que ele invoca são de profissionais com grande capacidade, competência e conhecimentos para os quais indiscutivelmente haverá disponibilidade de trabalho público, mas não de envolvimento em bandeiras políticas para este fim eleitoral”, frisou.

 

Isaac dos Anjos disse que não foi contactado por ninguém, em particular pela UNITA para este fim. Considerou, por outro lado, o facto de o secretário para os Assuntos Eleitorais, Vitorino Nhany, ter citado o seu nome e de outros quadros como um sinal de reconhecimento dos técnicos formados pelo Governo.“Esta foi a saída que a UNITA encontrou, indiscutivelmente, para acomodar a crítica que produzia contra toda a sociedade. Não é possível que ao cabo de 40 anos de formação de pessoas, a vários níveis, não houvesse essas competências no governo e na função pública”, frisou.

 



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