Lisboa - A Presidente da Sonangol quer reestruturar os termos dos contratos de exploração e produção para os tornar mais atractivos. O objectivo é produzir barris a 40-50 dólares.

*Celso Filipe
Fonte: Negocios

Isabel dos Santos prometeu reduzir de forma significativa os custos de exploração e produção de petróleo em Angola. A presidente da Sonangol definiu esse objectivo esta segunda-feira, 9 de Outubro, à margem da FT Africa Summit, que está a ter lugar em Londres.


Isabel dos Santos, que também foi oradora nesta conferência avançou com metas quantitativas. A Sonangol pretende reduzir o "breakeven" dos custos de produção de petróleo em valores entre os 20 e 30 dólares, com a finalidade de produzir barris a 40-50 dólares.


Isabel dos Santos, segundo um comunicado distribuído às redacções, adiantou que a Sonangol está a reestruturar os termos e condições dos acordos de exploração e produção para os tornar "mais atractivos".


A presidente da Sonangol deu ainda ênfase ao que classificou como a "transformação operacional" e os resultados obtidos com esta estratégia na melhoria dos indicadores financeiros da empresa.


Isabel dos Santos afirmou que a aplicação deste programa já se traduziu num EBIDTA positivo de 3,2 mil milhões de dólares, um aumento de 13% face a 2015. Por outro lado salientou também a diminuição da dívida da Sonangol desde que lidera a petrolífera angolana. Assim, em Junho de 2016, quando tomou posse, a dívida situava-se nos 13 mil milhões de dólares, fechou esse ano com 10 mil milhões de dólares e no primeiro semestre de 2017, a dívida baixou para sete mil milhões de dólares.


Isabel dos Santos revelou ainda que a o cancelamento da construção de uma refinaria no Lobito foi apenas temporário e adiantou que a petrolífera angolana está à procura de um parceiro para retomar este investimento. "Vejo que existe um grande nível de interesse, operadores, investidores, financeiros; África será um daqueles continentes com o consumo em ascensão", afirmou.


A edição deste ano do FT Africa Summit é subordinada ao tema "What makes Africa work?", fazendo-se a sobre os pontos fortes, potencialidades e boas práticas do continente africano nos diversos sectores.

 



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