Luanda - O empresário Carlos Alberto, residente na cidade de Benguela, afirma ter sido brutalmente agredido por um funcionário do Banco de Comercio e Industria, com uma maceta, na manhã deste domingo.

Fonte: Perolas das Acacias

O empresário conta que as agressões ocorreram a porta da sua empresa, após ter denunciado o funcionário bancário de praticas ilícitas no envio de divisas ao exterior do país. Carlos Alberto revela que se sentiu revoltado, quando estando em Portugal apercebeu-se que o seu pedido de transferência de divisas para aquele país do velho continente, por motivos de doença, foi engavetado há mais de três meses, mas em sentido contrario o funcionário que estava a cuidar do processo envia com normalidade, numa pratica lesiva aos interesses dos clientes.

 

“Para o meu espanto, tive informações através de um amigo a residir em Lisboa que foi influenciado para receber uma transferência para beneficio de um funcionário bancário que reside em Benguela e depois usar a esposa dele, numa transferência de 1400 euros e depois mais 400 euros. Este dinheiro foi levantado e foi entregue no dia 26 no aeroporto de Lisboa a um senhor de nome Faustino para trazer para Angola. Esse dinheiro veio ao país fazer o quê? Se há pessoas doentes que precisam desse dinheiro!”, lamentou o empresário e acrescenta que além de ter sido agredido foi humilhando e só não foi morto por um milagre, tendo apenas ficado com ferimentos na cabeça, um dos quais suturado com sete pontos.


Visivelmente agostado, Carlos Alberto não tem duvidas que esta é uma pratica recorrente envolvendo funcionários bancários, no caso particular os do BCI, fazendo do negócio de “trafico de divisas” um dos mais lucrativos, cuja acção é feita em sincronia com os diversos sectores bancários numa espécie de máfia.


“Diz-se que os bancos não têm divisas porque Angola não as têm, mas a pequena divisa que aparece é utilizada para beneficiar os próprios funcionários dos bancos num negócio híper-lucrativo em prejuízo da maioria. Eu por exemplo tenho uma filha doente em Portugal para conseguir divisas tenho de fazer recurso ao mercado informal. Afinal que fornece os Kinguilas? Eles não fabricam euros e muito menos compram ao Banco Europeu. Estão está aqui um dos nossos males”, lembrou.

 

Apesar de ser uma prática ilícito, a mesma é feita perante o olhar da entidade reguladora, o Banco Nacional de Angola, diz o empresário que não se conforma com desorganização do sistema financeira angolano.

 

Não sei qual é o papel do BNA na fiscalização do mercado das divisas. É difícil compreender o nosso sistema financeiro. Com essas praticas mafiosas ficam mais complicado a nossa economia renascer da crise, porque o próprio bancário faz negocio, eu sou empresário que tenho necessidade de importar para dar vida a economia não tenho acesso as divisas”, opinou o empresário.

 

O acusado, funcionário da agência mãe do Banco de Comercio Industrial na cidade, encontra-se incontactável, a direcção do BCI igualmente. Enquanto isso, a vítima, Carlos Alberto apresentou já uma queixa crime.

 

“ Eu vou até as últimas consequência esse assunto não pode ficar impune. O país tem de entrar na normalidade. Os bandidos têm de ir a cadeia para deixarem as pessoas a trabalhar em condições. Não se pode admitir ter um funcionário bancário com este tipo de comportamento”, rematou.

 



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