Angola deve produzir a comida que precisa para "acabar com importações"

Luanda - O presidente angolano, João Lourenço, exortou hoje o setor agrícola a colocar o país a "produzir a comida que precisa", estimulando a produção em grande escala, para acabar com a importação de alimentos e produtos agrícolas.

Fonte: Lusa

O chefe de Estado discursava no município do Cachiungo, na província do Huambo, na abertura da campanha agrícola 2017/2018, a primeira deslocação oficial desde que assumiu as funções, a 26 de setembro, tendo pedido aos angolanos para regressarem aos campos.


"Vamos fazer tudo que está ao nosso alcance para não importar alimentos, porque temos capacidade de produzir comida, temos de ser nós a produzir a comida que precisamos, bem como exportar e angariar divisas com o excedente", afirmou João Lourenço.

De acordo com dados recentes do Instituto Nacional de Estatística angolano, consultado pela Lusa, Angola importou só no primeiro trimestre deste ano o equivalente a 69.806 milhões de kwanzas (356 milhões de euros) em produtos agrícolas, além de 30.271 milhões de kwanzas (155 milhões de euros) em alimentos.

Na intervenção de hoje, João Lourenço enfatizou que é chegada a hora de "semear para depois colher", de forma a tirar maior proveito da terra, ao ponto de produzir bens alimentares não só para o próprio consumo, mas também para exportação.

João Lourenço garantiu que o Governo angolano vai manter a aposta na agricultura como uma das principais apostas como alternativa ao setor petrolífero no processo de diversificação da economia nacional, apesar de dificuldades como a escassez de sementes, adubo e de instrumentos de trabalho.

Nesse sentido, a prioridade vai para a captação de investimento para o país, que permita a produção nacional de insumos agrícolas, mas também para o aumento da produção de cereais como milho, soja, feijão, de forma a potenciar igualmente a pecuária, com a autossuficiência alimentar para o gado.

Números governamentais recentes indicam que mais de dois milhões de famílias angolanas vivem da agricultura, setor que emprega no país 2,4 milhões de pessoas e que conta com 13.000 explorações empresariais.

O país tem uma disponibilidade de 35 milhões de hectares de terras aráveis para a prática da agricultura, sobre uma superfície cultivada de cinco milhões de hectares (14%), além de uma faixa irrigável de sete milhões de hectares, metade dos quais ainda de exploração tradicional.

Angola tem uma rede hidrográfica constituída por 47 bacias e com um potencial hídrico estimado em 140 mil milhões de metros cúbicos.

 







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