Lisboa -  São atribuídas a  Ismael  Gaspar  Martins, 77 anos de idade,  manifestações de  indisponibilidade de deixar o cargo de Embaixador de Angola junto às Nações Unidas.  Martins está no cargo há 16 anos, e a versão informal  apresentada   nos corredores da diplomacia angolana é de que a sua  “indisponibilidade”,   em deixar Nova Iorque deve-se ao facto de ter-se desacostumado a viver em Angola.  Tem a reputação de dirigir a representação diplomática como propriedade pessoal consubstanciada na nomeação (recrutamento local)  de familiares próximos. A sua esposa actua como financeira da embaixada. 
 
Fonte: Club-k.net
 
 Em 2015,  um diplomata António Coelho Ramos da Cruz que exercia as funções de ministro conselheiro da representação  angolana na ONU pediu demissão na sequencia de usurpações de competência e de marginalização da cadeia hierárquica.  
 
 
António Coelho Ramos da Cruz era o numero dois da missão diplomática. Porém, sempre que o embaixador, Ismael Gaspar Martins  se ausentasse do posto de trabalho era a sua esposa, Luzia  Gaspar Martins, que se assumia como chefe  interina  daquela  embaixada.
 
 
No seguimento do agravamento da situação, o diplomata fez uma exposição ao então  ministro de tutela explicando as razões que o levariam a demitir-se preferindo regressar a Luanda com a família até aguardar por uma futura colocação diplomática.
 
Pesquisas, indicam que ao longo dos 16 anos não foi apenas o diplomata António  da Cruz a ter problemas com o embaixador. Todas as segundas figuras da Embaixada e os financeiros tiveram problemas, nomeadamente: o ministro conselheiro Belo Mangueira que incompatibilizou-se com Ismael Martins e como consequência teve de ser transferido para Genebra (Suíça).


O mesmo aconteceu com o Ministro conselheiro João Baptista da Costa, actual cônsul em Guangzhou, teve de ser transferido para representação na Áustria. O financeiro Galdino Mpengo, por não suportar as irregularidades de gestão financeira preferiu abandonar o posto. E, mais recentemente, uma conselheira que até era sua aliada viu-se igualmente forçada a solicitar o seu regresso à Angola.
 
 
Desde então as autoridades vem considerando a normalização da representação diplomática em ONU, com a nomeação de um novo embaixador.  O forte candidato para o cargo é George Rebelo Chicoty, o até pouco tempo ministro das relações exteriores. 


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