Luanda - A Associação dos Vendedores Ambulantes de Luanda (AVAL), que reúne quase 4.000 `zungueiras`, alerta que a atividade, que está a ser travada pelo governo provincial, é o único sustento de milhares de famílias, que necessitam de `soluções de emprego´.

Fonte: Lusa

«A nossa associação não concorda que se possa acabar com a venda ambulante porque o país não tem emprego e o que cria a venda ambulante é o problema do desemprego no país», começou por explicar, em entrevista à Lusa, o presidente da AVAL, José Cassoma.

 

Aquele dirigente reagia à polémica que está instalada na capital angolana, depois da recente orientação do novo governador provincial de Luanda, Adriano Mendes de Carvalho, para `o fim urgente da venda ambulante nas ruas, avenidas e zonas pedonais da capital angolana´.

 

«Queremos e defendemos a organização da venda ambulante, porque nesta altura achamos que os vendedores ambulantes deveriam contribuir também para os cofres do Estado, uma vez que o país se encontra numa situação económica difícil», afirmou por seu turno o presidente da AVAL.

 

Uma organização que, refere, pode ´passar por atribuição de cartões de ambulante´ ao nível dos nove municípios de Luanda, ´no sentido de o Estado daí poder obter recursos para o Orçamento Geral do Estado´, de resto, recorda, ´como já se fazia anteriormente´.

 

«Se houvesse uma boa organização e fiscalização poderia funcionar, porque temos países lá fora em que a venda ambulante existe. Agora num país com sérios problemas sociais e económicos, sem emprego para juventude, apenas encontram sustento aí para as suas famílias», explicou.

 

Adriano Mendes de Carvalho ordenou, no final de outubro, o fim desta atividade, classificando como ´inadmissível´ a situação que se vem registando nos últimos dias, ´sob olhar impávido dos administradores´.



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