Toronto - O embaixador angolano no Canadá, Edgar Gaspar Martins, pediu no domingo em Toronto "unidade para uma Angola democrática".

 

Fonte: Lusa

Temos que começar a governar com o povo e não para o povo, o que quer dizer, que temos de começar a ouvir mais o povo

"Queremos unidade no seio dos angolanos sob o mesmo hino e a mesma bandeira, apesar das nossas diferenças ideológicas, de opinião, de religião, de filiação política, ou no local de nascimento. Devemos estar unidos para uma Angola democrática", afirmou Edgar Gaspar Martins.

 

O diplomata discursava nas comemorações do 42.º aniversário da Independência de Angola, na Câmara Municipal de Toronto, onde foi hasteada a bandeira do país.

 

Com cerca de uma centena de angolanos no evento, o embaixador acrescentou que a diáspora também quer contribuir "para melhorar o que está bem e corrigir o que está mal no país".


"Temos que começar a governar com o povo e não para o povo, o que quer dizer, que temos de começar a ouvir mais o povo, auscultar as suas opiniões, e com ele, tentar resolver todos os problemas que temos", sublinhou.

 

António Ildo, presidente da associação ACO - Comunidade Angolana do Ontário, que já não tem espaço físico, mas mantém presença na Internet, pediu a todos os angolanos que "abracem a comunidade" e "ajudem a coletividade".

 

"Vamo-nos unir cada vez mais, crescer, desenvolver uma comunidade sustentável, na qual a comunidade possa instruir a nossa experiência no caminho percorrido", frisou.

 

A independência de Angola foi há 42 anos, mas a vice-presidente da Câmara Municipal de Toronto, a luso-canadiana Ana Bailão, alertou que não se pode ficar "por aí", afirmando que essa foi apenas uma "etapa da independência".

 

"A luta pela liberdade, pela igualdade económica, pela igualdade social que é muito importante, é que traz a liberdade no dia-a-dia, estejamos nós em que sociedade estivermos", assinalou.

 

Também a deputada provincial Cristina Martins, reconheceu o crescimento da comunidade angolana, que está "forte e unida", e lançou o repto para que em 2017 o dia também seja celebrado no parlamento provincial do Ontário.

 

Marcaram presença outras figuras como o cônsul-geral de Portugal em Toronto, Luís Barros, e a cônsul-adjunta do Brasil em Toronto, Adriana Martins.

 

 



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