Lisboa - A consultora BMI Research considera que os maiores riscos para a economia angolana são a dependência da evolução do preço do petróleo e o aumento do custo da dívida externa por via da depreciação da moeda local.

Fonte: Jornal Económico/Lusa

“Os principais riscos são um falhanço na recuperação dos preços do petróleo, que colocaria pressão adicional na taxa de câmbio oficial”, lê-se na análise destes consultores à economia de Angola, na qual sublinham que “as depreciações [do kwanza] aumentam o custo da dívida externa, subindo o risco de incumprimento financeiro (‘default’)”.

 

Na mais recente análise de risco, os analista desta consultora detida pelo grupo da agência de ‘rating’ Fitch escrevem que “as perspetivas de um crescimento mais sustentável sob o novo Governo continuam magras, apesar de várias mudanças em posições importantes no governo”.

 

O aumento da produção de petróleo este ano vai permitir uma aceleração forte do crescimento económico, “mas a economia vai ter dificuldades em manter esta trajetória no futuro porque o crescimento da produção abranda depois de 2019 e o insuficiente progresso nas reformas limita o âmbito da diversificação” da economia.

 

O “declínio gradual” da produção de petróleo, que a BMI Research diz continuar a ser o maior trunfo de Angola, juntamente com um peso da dívida muito pesado, “limitam a capacidade do governo para uma política orçamental expansionista” nos próximos dez anos.

 

Para além das dificuldades económicas, a BMI Research também não se mostra muito confiante no novo Presidente de Angola: “Apesar das sonantes mudanças de pessoas nos cargos mais elevados do Governo, continuamos céticos que estas alterações significam um progresso reformista significativo”, dizem os analistas.

 

“As medidas, pelo contrário, representam uma tentativa de João Lourenço de consolidar o poder e sair da sombra do seu antecessor”, concluem.

 



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