Luanda - Rafael Marques de Morais já tem o «ok» para entrar em solo canadiano. O impasse foi vencido depois da intervenção de uma influente deputada canadiana, possibilitando, assim, a que as autoridades daquele país concedessem o visto de entrada ao jornalista angolano, apu- rou o Novo Jornal.

Fonte: Novo Jornal

De acordo com as fontes deste jornal, a influente deputada é justamente originária da zona em que reside o filho do activista angolano, o que terá motivado o seu envolvimento no «diferendo» que ganhou destaque na imprensa na semana passada.


Rafael Marques, recorde-se, havia denunciado a recusa ao pedido de visto solicitado à Embaixada de Canadá na África do Sul para visitar o filho, residente em solo canadiano.


A recusa, segundo fez saber o jorna- lista e activista cívico, deveu-se alegadamente à acusação que pesa sobre si por crime contra a segurança de Estado — além de injúria — num processo movido pelo ex-procurador-geral da República, João Maria de Sousa.


“A última justificação que me passa- ram é de que a recusa ao pedido de visto tem que ver com o crime contra a segurança de Estado de que estou acusado.


Sou um grande criminoso e não posso ir ao Canadá. É uma brincadeira de mau gosto do João Maria de Sousa”, desabafou, na ocasião, Rafael Marques.


Em declarações ao Novo Jornal, o activista e jornalista mostrou-se perplexo com a então medida das autoridades canadianas, considerando-a “in- fundada”, uma vez não ter “nenhum impedimento legal” que o proíba de sair do país.

Exemplificou que, na situação de arguido no mesmo processo, já saiu vá- rias vezes para fora do país, sem nun- ca ter sido impedido.


“Não faz nenhum sentido, porque é um processo que está a correr os seus trâmites e não tenho nenhum impedi- mento de viajar, tanto é que, desde que este processo começou, já saí para o Brasil, Portugal, Estados Unidos da América, África do Sul”, realçou.


Rafael Marques de Morais, recorde- -se, encontra-se desde o início desta semana na cidade de Dakar, a capital do Senegal, a participar no encontro do Movimento Mundial para a Democracia.

 



DEBATE NAS REDES SOCIAIS:




DEBATE NO ANÓNIMATO: