Luanda - Após as Eleições Gerais de 23 de Agosto de 2017, o novo governo proporcionou aos angolanos momentos animados com exonerações e nomeações, num processo de transição política e afirmação do novo governo que de tudo fez sentir o seu poder enquanto detentor do poder soberano. A afirmação do novo governo não tardou baixou de nível de popularidade conforme havíamos feito referência noutro artigo aqui publicado, pois de resultados que interessam aos angolanos não traziam nada, foi apenas populismo e marketing político centrado na pessoa do Presidente João Lourenço e que foi desenvolvida para apagar o legado deixado pelo Ex-Presidente José Eduardo dos Santos.

Fonte: Club-k.net
Num período de 100 dias, o Presidente JLO apresentou aos angolanos os seus primeiros dias na cidade alta onde deu alguns indicativos dos moldes que irá nortear a sua governação. A Conferência de imprensa foi realizada no dia 08.01.2018 - Palácio Presidencial. Porém, JLO foi confrontado por vários jornalistas de diversos órgãos de comunicação social e com várias questões uma das quais que nos leva a reflectir é relacionada com o processo que envolve o antigo vice-presidente da República Manuel Domingos Vicente constituído arguido na «operação fizz» onde é acusado de ter pago 760 mil euros a Orlando figueira quando este era procurador do Departamento Central de Investigação e Ação Penal para obter decisões favoráveis.

O Presidente João Lourenço nesta conferência insistia em afirmar «A justiça portuguesa deveria enviar o processo que envolve o antigo vice Presidente da República de Angola para ser julgado aqui em Angola.

Angola é um Estado Soberano e respeita a soberania do Estado português». Porém, esta troca de palavras continuou até o Estado angolano ter utilizado a forma mais severa de retaliação com a exoneração de José Marcos Barrica do cargo de Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República de Angola em Lisboa face as rejeições de Portugal em não aceitar o envio do processo para Angola.

Fomos surpreendidos ontem dia 10 de Maio de 2018 com a informação que dava conta do envio do processo que envolve Manuel Vicente para os tribunais de Luanda. Que no nosso entendimento constitui a maior vergonha que envolve os dois Estados pois o Presidente João Lourenço, envolveu-se directamente na pressão para a justiça portuguesa ceder.

Porém, os portugueses viram-se humilhados por serem obrigados a enviar o processo pois as relações das duas nações, estiveram na sua fase mais deplorável, onde houve cancelamentos de viagens da Ministra da Justiça Portuguesa à Angola, do Primeiro Ministro Português entre outras.

Em nosso entender, o Estado português agiu como devia ser e fez fé ao ditado que diz, «o porco quando foge para a lama, não deve ser seguido pois quem o segue, torna-se também num porco» pois é o local ideal para ele se refrescar das impurezas puras que carrega no seu corpo.

Sabemos nós que Angola não esgota numa só pessoa. Angola é de um todo. Não devemos selecionar quem devemos defender e quem não deve ser defendido pois todos gozamos da mesma cidadania e o Estado num todo, deve proteger os seus cidadãos do seu todo.

Num outro ângulo de analisar o assunto, podemos dizer que os portugueses foram felizes ao tomar essa decisão, pois eles vêem os seus interesses salvaguardados e continuaram a enriquecer a sua economia com as empresas portuguesas que operam em Angola, sem esquecer a exportação de de produtos que os angolanos importam.

Assim sendo, parabenizamos os portugueses por confirmarem perante a África e o Mundo que a corrupção em Angola é legal e deve ser protegida pelos órgãos de soberania com unhas e dentes para evitar que se viole esta legalidade.

Concluímos dizendo que independentemente das artimanhas maquiavélicas que o governo angolano vai implementando na proteção e preservação destes corruptos, um dia a justiça será feita e até lá, tenhamos coragem para aturar essas humilhações.



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