Lisboa - Aldemiro Justino Aguiar Vaz da Conceição, foi o alto funcionário do gabinete presidencial no longo  consulado de Eduardo dos Santos, que “travou” José Filomeno dos Santos de uma démarche que lhe permitiriam ter o controle da gestão das operações cambiais do Banco Nacional de Angola.

Fonte: Club-k.net

Filho do ex- PR queria o controle da gestão cambial do BNA 

De acordo com a reconstituição a ocorrência, poucos dias antes de José Eduardo dos Santos abandonar a Presidência da República, o filho Zénu dos Santos compareceu ao palácio presidencial para que o então chefe de Estado assinasse um documento que autorizava o BNA a firmar contrato com uma das suas empresas privadas para controlar a gestão cambial do banco central. Naquele momento, o então Presidente não se encontrava no gabinete, e o filho ao cruzar-se com Aldemiro Vaz da Conceição confiou a este a missão de entregar a papelada ao seu pai.

 

Últimamente o então Presidente Eduardo dos Santos já não lia os documentos que lhe chegavam ao gabinete devido a fatiga e cansaço na sua idade. Exigia apenas que lhe fosse explicado o que se tratava e consoante ao parecer dado, ele colocava a sua assinatura nos documentos, razão pela qual os filhos terão aproveitado esta fragilidade para fazer aprovar vários projectos a favor dos seus interesses.

 

Porém, ao aperceber-se que – a papelada de Zénu - seria mais uma das iniciativas de aproveitamento que resultariam em problemas para imagem de JES, o assessor presidencial tomou a iniciativa de não reencaminhar o documento ao ex - PR, salvando assim o BNA de mais um embaraço provocado pelos filhos do antigo Presidente.

 

No referido contrato que se pretendia assinar, a empresa de Zénu iria beneficiar comissões de todas operações cambias feitas pelo BNA. Seria um esquema semelhante as comissões que a sua BRUMANGOL, cobrava aos produtos alimentares importados para Angola.

 



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