Lisboa - A Juíza da 6ª Secção dos Crimes Comuns do Tribunal Provincial de Luanda, Josina Ferreira Falcão que julga o conhecido caso “corrupção na AGT”, ameaçou na sexta-feira (3), colocar as suas responsabilidades no processo á disposição,  de forma a  não continuar como juíza da causa.

Fonte: Club-k.net

Nega estar sob pressão para condenar reús

A reação da meritíssima surgiu no seguimento de denuncias segundo as quais ela estaria a sobre pressão para condenar os réus e que na ausência de provas disponibilizou-se em ir a sede da AGT, a procura de provas marginalizando o seu colega do ministério público, que é o autor da denúncia.

 

Nas explicações dadas, a Juíza admitiu que deslocou-se a sede da AGT negando ter usurpado  poderes ao ministério público. Justificou que a lei lhe recomenda a busca de prova e por esta razão foi lá para encontrar a verdade, tal como pode ir buscar provas para condenar ou para absolver.

 

Perguntou ao Ministério Público  representado pelo procurador Manuel Bambi se havia se sentido com os poderes usurpados e este respondeu que ele próprio havia também realizado as suas diligencias junto aos bancos comerciais e junto a alegadas empresas que facturaram e que não declararam impostos  ao Estado.

 

Por conseguinte, direcionou as baterias para o advogado dos réus, Sérgio Raimundo a fim de ouvir a sua posição tendo este manifestado a sua solidariedade para que a mesma continuasse no processo cujas  alegações foram remarcadas para quarta-feira (8).

 

Os arguidos são acusados de terem praticado fraude enquanto funcionários da AGT. Na ultima sessão foram  chamados técnicos da Ordem dos Contabilista tendo estes declarado que nas diligencias feitas, a sua agremiação concluiu a existência de erros de procedimentos no sistema da AGT, não podendo precisar se foram erros humanos ou propositados.

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