Luanda - Uma micro operação coordenada pela Inspecção Geral do Comércio e que integrou efectivos dos Serviços de Investigação Criminal (SIC), oficiais da Divisão da Polícia local e membros da Associação Angolana dos Direitos do consumidor (AADIC), culminou com a detenção, a 1 deste mês, de quatro cidadãos que procediam à alteração de rótulos e datas de validade de diversos produtos alimentares.

Fonte: Jornal de Angola

A acção foi realizada na sequência de uma denúncia pública proveniente da AADIC, veiculada 24 horas antes pelos principais serviços noticiosos dos diversos órgãos de comunicação social, sobre a existência de diversos produtos expirados, mal conservados, com datas de validade adulteradas e comercializados em estabelecimentos de comércio informal localizados na rua do Pombal, arredores do ex-mercado “Roque Santeiro”, no Sambizanga, em Luanda, que colocam em risco a saúde dos consumidores.


Os técnicos que participaram da operação dizem ter comprovado a veracidade da denúncia e a apreensão de 2.600 embalagens de feijão “Tio Lucas”, 77 caixas de óleo alimentar “Cozinheiro/Tempero”, das quais sete caixas com rótulos adulterados, e 2.460 caixas de sumo “Regal”, além de chouriço e salsichas, em quantidades não especificadas, achadas em mau estado de conservação e apresentação comercial.


A Inspecção Geral do Comércio e parceiros procederam, de imediato, a inutilização dos produtos com prazos vencidos, como óleo vegetal, tempero de alho em pó, batatas fritas, bolachas, massa alimentar e “corn flakes” (em quantida-des mínimas).


No final, o grupo de técnicos orientou os proprietários de mercadorias em bom estado de comercialização a retirarem as mesmas e a acondicioná-las em locais adequados. Igualmente, foram notificados os fornecedores envolvidos, por via das facturas em posse da Inspecção Geral do Comércio, para que se apure a veracidade dos actos detectados.


Em comunicado distribuído ontem, o Gabinete de Inspecção Geral do Comércio assegura que o trabalho continua, com a participação activa dos órgãos envolvidos, “visando garantir as boas práticas co-merciais, para a melhoria do ambiente de negócio, bem como da segurança alimentar para os consumidores”.


A Inspecção Geral do Co-mércio termina a alertar e apelar “todos os consumidores que, na eminência de aquisição de qualquer produto, verifiquem os prazos de validade dos mesmos e, caso se deparem com alguma anomalia, apresentem as mesmas junto das Administrações Comunais, Distritais, Municipais, Comandos e Unidades Policiais e diferentes Órgãos de Inspecção e Fiscalização do mercado, para que sejam tomadas às medidas que se impõem”.



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