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Eleições: Debates directos durante a campanha eleitoral - “J&J”

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ImageToronto – “A mensagem de campanha não pode ser igual a uma mensagem publicitária. Os segmentos do eleitorado não são os famosos A, B, C, D, E, do marketing comercial. Os meios utilizados numa campanha também são empregues de uma maneira muito específica, correspondendo com as qualidades muito próprias deste público muito especial a que chamamos eleitores”.

Conquistar os indecisos

É oportuno reafirmar que em sociedades democráticas, o processo eleitoral não é regulado ou coadjuvado (algo semelhante) pelo ministério atinente a comunicação social e tão pouco fiscalizado pelos Parlamentares (Assembleia Nacional). O departamento ou ministério da comunicação social, tem como função primária, defender os interesses acrescidos do governo no poder como porta-voz desse órgão executivo. Por outro lado, os Membros Parlamentares são chamados a intervir em assuntos eleitorais em momentos críticos. Estas deturpações (...) não se fazem sentir nas metrópoles contemporâneas pelo facto de existir uma descentralização risonha, clara e total dos poderes "legais".  

Em Angola, o critério é (ainda) completamente diferente -centralização de poderes- em todos os níveis governamentais. O ministério da comunicação Social em Angola exercerá um papel “directo” no processo da campanha eleitoral, partindo do princípio que este ministério estipulará (vias legais) o “tempo de antena”, nos médias estatais, para os partidos políticos a concorrerem para os assentos no Parlamento em Setembro próximo. Quanto aos critérios estipulados para a divisão do tempo reservado para os partidos, acredita-se que gerará “mudas aberrações”.  

Independentemente destas fricções, primariamente “politizadas” e não de processo eleitoral no real sentido democrático, os partidos políticos na oposição, pouco têm feito para “crescer quantitativamente e ganhar as eleições”. O partido maioritário no poder -MPLA- tem gerido satisfatoriamente, até ao presente momento, todas as empreitadas eleitorais. “A rádio não nos agride com imagens e por isso os argumentos que se escutam, recordam-se. Geralmente a formação dos políticos, especialmente os de maior qualidade, é mais radiofónica do que televisiva” ou a imprensa. O sinal de emissão da RNA abrange em quase todo o país e a mensagem captada em primeira e segunda instância é a do MPLA.  

Os consumidores “chamados eleitores”, não estão um tanto associados com o seu nível socioeconómico, mas com o seu interesse pela política e com o seu nível de informação. Neste contexto, os indecisos e desinteressados em política são moldados as suas formas de pensar durante o processo eleitoral. Especialistas em campanhas eleitorais defendem que “durante uma campanha há que introduzir-se modificações ou simples nuances semana após semana. É necessário passar de um pólo de argumentação e de persuasão política apropriado para o arranque da campanha para um outro pólo de imagens e de emoções mais adequados para os últimos dias.  

Outros peritos neste ramo -de campanha eleitoral- concluem firmemente que “um bom manejo da televisão é uma das chaves principais para ganhar eleições. No final a televisão serve para ganhar quase a quarta parte do eleitorado, aquela parte que não se interessa por política. Televisão é decisiva e é aí que há que investir o grosso dos recursos.”  

Debates directos

Dadas as circunstâncias “politizadas” em Angola, os partidos da oposição só romperão as barreiras ideológicas (média estatal) com neutralidade pelo jurado “chamados eleitores” nos debates directos perante o partido maioritário no poder. Nestes fóruns de campanha -debates-, segmentados por sessões, todos os partidos deverão apresentar os seus programas de governo, confrontar os diversos projectos e colocar interrogações directas entre os candidatos.  

O ministério da comunicação Social, os órgãos de comunicação estatal (Angop, TPA, RNA, JA) ou os órgãos partidários (Rádio Despertar) não deveriam moderar os referidos debates para que tais contendas não tenham orientações do grupo A ou Z.  

Em situações normais (democráticas) os partidos participantes ao debate firmam (verbal ou escrito) um míni contracto, aonde estipulam os diferentes critérios. Local do debate, temas a discutir e o moderador do fórum, são entre os vários aspectos previamente acertados. Desde que todos os participantes firmem positivamente as cláusulas acima citadas nenhum outro órgão tem poderes para chumbar tais acordos.  

O povo angolano nunca teve a nobre oportunidade de colocar questões directas ou fazer chegar as suas inquietudes aos seus governantes frontalmente. Nestes fóruns de debates, o povo é chamado também a participar e apresentar os problemas que o afecta diariamente.

A concretizarem-se estas "hipóteses" -debates directos- romper-se-ia o estigma de que os governantes angolanos conectam-se com as massas simplesmente por intermédios dos "recados"  publicados na imprensa estatal. Seria um marco histórico em termos de democracia se os fóruns fossem incluídos entre as linhas mestras durante as campanhas eleitorais (Legislativas e Presidenciais). 

Seria uma confrontação directa dos (Planos de Governo) entre os presidentes dos partidos políticos na corrida para liderar o Parlamento e Presidir Angola. Em outras palavras, justificar directamente ao povo as razões que o/a motiva em concorrer para ocupar o emprego mais suprime da nação.

Como se pode constatar, a realização destes debates abertos e directos (Rádio & TV) beneficiaria mais em parte os partidos da oposição. Assim sendo, é de inteira responsabilidade e interesse da oposição clamarem que se realize estes confrontos de ideias.

Em síntese, “conquistar os indecisos” será a premissa principal destes debates para todos os concorrentes. Será que a actual lei eleitoral contempla este direito democrático?  

* “J&J”
Fonte: Club-k






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Comentários Arquivados:



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0 Fala verdade 06-05-2013 11:04 #49
Houver debate pode houver mais o MPLA vai querer a porta fechar como na assembeleia
-1 londrino 23-01-2012 21:04 #48
esses do MPLA o unico debates deles no parlamentos com seus deputados tribalistas e leis que so servem para eles proprios mais ninguem para o bem continuar a roubar
0 malkoeslz 19-10-2008 06:59 #47
Hello your site is just great! jkdlas4wa
0 Devo 03-07-2008 10:04 #46
http://www.dailymotion.com/video/x574v0_elf-totai-affaires-de-fric-caisse-n_news
Copy and paste in yr Browser (Copiar e colar no lugar do endereco do seu programa de acesso a internet.
Mas sera verdade que o Levi Mwana Wassa acabou por falecer mesmo na Franca? Mas que pena,
Foi o unico com uma posicao clara contra o TERRORISMO POLITICO do chefe dos ditadores da SADC. Sera que deram um jeito Mugabe-dos Diabos?!! e a SIE emense?!!
0 Devo 03-07-2008 10:04 #45
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Mas sera verdade que o Levi Mwana Wassa acabou por falecer mesmo na Franca? Mas que pena,
Foi o unico com uma posicao clara contra o TERRORISMO POLITICO do chefe dos ditadores da SADC. Sera que deram um jeito Mugabe-dos Diabos?!! e a SIE emense?!!
0 Eng° Gregorio NSumbu MBala 02-07-2008 07:58 #44
Angola tem o desejo dum bol do ar e seguro : a Mudança. Sera um primeiro na historia do nosso pais, um ecologista ha disputar essa cadeira enfim ir na busca das soluçôes equilibradas que tocam ao desenvolvimento socio-economico em geral e sobre tudo luttar contra a pobreza sociale pex desse problema de falta de agua potavél..a educaçâo, o emprego, a electricidade, e segurar as mulheres em gravidez, porque é a nossa source de producçâo humana e a generaçâo futura...etc Na dimensâo do nosso pais, o espelho de Africa centrale. Se nos desejamos levar uma vida saina e feliza, a tratar agua de maneira potavél que é a chave vitale do socceso dum desenvolvimento social. O meu ponto de vista como ecologista politico lamento muito a ver essa situaçâo que Angola esta abater o record de mâo empredimento da sua gestâo governativa.
Engenheiro Gregorio NSumbu MBala Presidente fundador do PNEA, é Candidato independente nas Presidências de 2009.
Votem os verdes, o PNEA também em setembro 2008.
A Ecologia, é avida. Pronto
0 Eng° Gregorio NSumbu MBala 02-07-2008 07:58 #43
Angola tem o desejo dum bol do ar e seguro : a Mudança. Sera um primeiro na historia do nosso pais, um ecologista ha disputar essa cadeira enfim ir na busca das soluçôes equilibradas que tocam ao desenvolvimento socio-economico em geral e sobre tudo luttar contra a pobreza sociale pex desse problema de falta de agua potavél..a educaçâo, o emprego, a electricidade, e segurar as mulheres em gravidez, porque é a nossa source de producçâo humana e a generaçâo futura...etc Na dimensâo do nosso pais, o espelho de Africa centrale. Se nos desejamos levar uma vida saina e feliza, a tratar agua de maneira potavél que é a chave vitale do socceso dum desenvolvimento social. O meu ponto de vista como ecologista politico lamento muito a ver essa situaçâo que Angola esta abater o record de mâo empredimento da sua gestâo governativa.
Engenheiro Gregorio NSumbu MBala Presidente fundador do PNEA, é Candidato independente nas Presidências de 2009.
Votem os verdes, o PNEA também em setembro 2008.
A Ecologia, é avida. Pronto
0 F.Vumby 02-07-2008 01:37 #42
Caro Jota, seria defacto salutar e produtivo um debate,frontal aberto e franco televisivo entre os vários candidatos.Só que meu amigo,dado a pouca formacâo e preparacâo de alguns candidatos nâo acredito,que teriam coragem para o fazerem.O outro aspectos é o seguinte;que mensagem credivel ,poderá passar candidatos como Eduardo dos santos figura consagrada da corrupcâo em Angola ? Seria o mesmo que batermos num câo morto e esperarmos que este grite.
0 F.Vumby 02-07-2008 01:37 #41
Caro Jota, seria defacto salutar e produtivo um debate,frontal aberto e franco televisivo entre os vários candidatos.Só que meu amigo,dado a pouca formacâo e preparacâo de alguns candidatos nâo acredito,que teriam coragem para o fazerem.O outro aspectos é o seguinte;que mensagem credivel ,poderá passar candidatos como Eduardo dos santos figura consagrada da corrupcâo em Angola ? Seria o mesmo que batermos num câo morto e esperarmos que este grite.
0 Estarei dvolta 30-06-2008 11:55 #40
O partido dos mulatos, constituido pelos Portugueses tem que acabar em Angola. Todo aquele cidadao nas fileiras do M com ligacoes direitas a Portugal tem que desaparecer e terminar com a esravatura imposta ao povo Negro Angolano. Temos uma voz somos a maioria vamos a Guerra de uma Liberdade Total.
Nao vamos abandonar esta Luta ate ao Fim do MPLA e seus Cabecilias. O povo e mais importante do que um bando de negociantes estrangeiros que Sugam as riquezas da Nacao. Abaixo o MPLA de Corruptos e Ditadores.
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