Joanesburgo - São lhe reconhecidas habilidades de bom político e de bom orador. É uma das figuras da UNITA   com maior  poder de influencia interna.  Actua  na sombra. Considerado   como o  estratega da vitoria de Isaías Samakuva nos dois últimos congresso. Diz-se que para  se ganhar congresso, é necessário te-lo do seu lado.  É ele quem influencia as bases sobre quem devem ou não votar.  A juventude do partido  tem lhe uma obediência cega, e tratá-lo por “professor Chipindo Bonga”.


Fonte: Club-k.net

A figura que detém as anotações do pensamento de Savimbi

O seu poder de influencia interna parte por ter sido, a figura que Jonas Savimbi confiou a missão de dar formação ideológica aos militantes do partido. Pelas suas mãos passaram cerca de 6000 quadros. Formou alunos como Américo Chivukuvuku que depois se tornaram também professores  de referencia na Jamba. Daí que conhece  todos e todos o conhecem. É dos poucos quadros que tem  discípulo em todas as províncias do país.

 

Piedoso Chipindo Bonga, é natural de Catabola, Província do Bié, e filho de um Pastor Evangélico, que esteve ao serviço da  Missão Evangélica de Chissamba. Aderiu a UNITA logo após  ao 25 de Abril. Fez parte da longa marcha de Jonas Savimbi, logo  após a fuga, deste do Luso, a 8 de Fevereiro de 1979. Na altura tinha a importância de  ter um certo nível de ensino acadêmico avançado. Esteve no  grupo que atendeu o primeiro curso ministrado  por  Jonas Savimbi no  Centro de Formação Comandante Kapessi Kafundanga (CECKK). Teve bom aproveitamento e  Savimbi fez dele  Director do Centro Integral e de Formação da Juventude, CENFIM. No secretariado geral da UNITA, já exerceu quase todos os cargos a excepção de SG. No inicio da década de noventa, foi o secretário Geral da JURA, que substituiu,  Armindo Moisés Kassessa.


Foi a  pessoa que acompanhou  Nzau Puna a Cabinda quando este anunciou rotura com Jonas Savimbi. (O Outro era Eugenio Manuvakola) No hotel, Puna informou-lhe que iria ver os familiares e  no dia seguinte  quando deu falta do  SG, é que  ficou a saber que um avião da presidência angolana teria  levado Puna para Portugal.

 

Tinha o seu nome na lista de deputados da primeira legislação. Era o numero 28 da lista. O reascender da guerra impediu-lhe de  tomar  posse na Assembléia Nacional.  Em 1994, Jonas Savimbi conservou-lhe, no Andulo, ao não te-lo enviado a Luanda para tomar posse no parlamento, em obdiencia  dos acordos de Lusaka. Foi-lhe confiada a missão de professorar na Escola de Formação Política do Kanjampão, no Andulo.  Dos altos dirigentes que estiveram próximo de  Jonas Savimbi, nesta altura, Chipindo Bonga  é o único que não tinha o  nome na listas das sanções da ONU


Quando as FAA tomaram de assalto o Andulo, Chipindo Bonga,  seguiu para o leste.de Angola Na caminhada plantou maçarocas  para o abastecimento da sua coluna. Foi também um dos  organizadores político da  16ª conferência, o conclave realizado por baixo de fogo, em que muitos viram  Jonas Savimbi pela ultima vez. (teve lugar na nascente do rio Kunguene,  na província do Moxico). É Chipindo Bonga que conserva consigo as anotações  das linhas mestras traçadas por  Jonas Savimbi, nesta reunião. (Ao tempo de Jonas Savimbi, estava sempre a frente das organizações  de congressos, convenções e cursos político – ideológico)


Durante esta conferencia de quadros, Savimbi fez dele  comissário político  adjunto das FALA.  O posto de   “comissário geral” era destinado  apenas para generais mas como  o mesmo não atingiu tal patente, o cargo foi assumido pelo   general,    Galliano da Silva e Sousa  “Mbula Matadi”,  mais tarde morto em combate.


Piedoso Chipindo Bonga fazia parte da coluna que seguia rumo ao  encontro do general Apolo Yakevela no norte do país, quando se assinalou  a morte de Jonas Savimbi. Soube que o velho tivera sido morto através de  uma mensagem atribuída ao general  António Dembo. Descobriu que embora o teor da mensagem fosse verídica, a voz que vinha do outro lado estava  acompanhada de eco. Concluiu que se estava diante de a voz de alguém que se encontrava entre quatro paredes  imitando a voz de Antonio Dembo. (Simulador da Inteligência das FAA)



Durante a vigência da Comissão de Gestão, dirigida pelo general Lukamba Gato, desmobilizou-se como brigadeiro e foi  reconduzido a Secretário Geral da JURA. Conduziu o primeiro congresso da juventude realizado fora das matas. Não voltou a candidatar-se por causa da idade e outros desafios mas apoiou um jovem soldado  que nas matas do leste  dependia de si, o major Liberty Chiaka.


Chipindo  Bonga fez parte da Campanha de Samakuva, tanto em 2003, como em 2007.  Na altura, chegou a ser citado pela  Voz da America  como o potencial candidato a  Secretário-Geral, em substituição do general Kamalata “Numa”. É temido pela corrente de  Abel Chivukuvuku.  Consideram-no o mentor de panfletos que circularam no congresso em desfavor do antigo conselheiro político de  Jonas Savimbi. A citada  corrente denota ter ainda reservas sobre o mesmo. Recentemente escreveram  uma carta ao Semanário Angolense  acusando-lhe de ser “um dos que  empurram Isaias Samakuva  para mais um mandato.”


No presente período que se  prepara o segundo  congresso da JURA, que se realiza em Julho próximo, o professor Chipindo Bonga declarou abertamente apoio a um dos candidatos, Mfuka Muzemba.


Piedoso Chipindo Bonga continua  a trabalhar na sombra como membro da comissão política. Reparte o seu tempo a   reflectir sobre a elaboração das suas memórias e a prestar assessoria ao  líder da UNITA,  Isaias Samakuva que muita estima  tem por si.



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