Governador da Huíla considera que Jornalistas suspensos não violaram lei de imprensa

Huíla – O  desenrolar  do caso dos três jornalistas da RNA- Huíla  suspensos pelo director províncial da emissora,  Celso Amaral Jorge por conduzirem um programa que levanta criticas sócias da província, mereceu a reação do  governador  provincial da Huíla, Isaac Francisco Maria dos  Anjos. O dirigente fe-lo  em resposta a  uma exposição chegada a si, pelos visados em que reconhece que   o conteúdo da  entrevista feita pelos profissionais não contraria os pressupostos  da constituição angolana nem da lei de imprensa.


Fonte: Club-k.net

Mal estar entre profissionais da RNA

Na conclusão do alto magistrado da  província,  exposta numa carta datada de 24 de Janeiro, o conteúdo da exposição que os três jornalistas lhe fizeram chegar revela existir  “um mal estar entre colegas da mesma empresa que se vêem arrastando a já alguns anos , antes mesmo do inicio das minhas funções governativas na província da Huíla, que por alheias a nos não foram bem resolvidos”.

 

“De facto, o mau estar a que nos referimos acaba por afectar as formas de intervenção publica que se traduzem em actos de insubordinação e quebra na cadeia de mando”, Le -se  na missiva que o Club-k teve acesso avançando que “Ouvido o conteúdo da entrevista  consideramos efectivamente que não contraria os pressupostos constantes do  artigo 40 da constituição angolana nem da lei de imprensa no geral”.

 

“Consideramos no  entanto que ao governo provincial não compete a definição da linha editorial nem dos critérios disciplinares que se devem ser exigidos aos funcionários da Radio Huíla”, alertou.

 

No final da missiva, o governante formulou votos aos profissionais “para que possam com a devida e ponderada reflexão chegar com a direcção da empresa a um pacifico e comprometido entendimento para que a Radio  Huila saia  mais fortificada e cumpra o seu objectivo como órgão público”

 

De recordar que os jornalistas  suspensos são,  Fernando Prazeres dos Santos, chefe de produção, Aurora da Conceição Guerreiro, editora chefe da realização e Joaquim Armando Nambalo, editor, todos com mais de vinte anos de serviço. Sobre eles, segundo a VOA que noticiou em primeira mão  pesam ainda acusações de desobediência e subversão.

 

Quanto à violação da linha editorial, ficará a dever-se ao programa "Bom Dia, Bom Domingo" emitido às manhãs de domingo por aquela estação emissora no qual, chamados a abordar sobre o estado da cidade do Lubango no passado 9 de Janeiro, dois comentadores residentes, teceram críticas que não terão soado bem aos ouvidos de alguns círculos do poder.





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