Pumangol com participação de “Kopelipa”

Lisboa -  A Pumangol, empresa recém entrada no mercado de comercialização e distribuição de produtos petrolíferos, “downstream”, Angola, é uma sociedade constituída entre a multinacional Puma Energy International, a Trafigura Group e investidores angolanos. Entre estes, os principais são o chefe da Casa Militar, Gen M H Vieira Dias “Kopelipa” e  Leopoldino do Nascimento “Dino” (AM 605), ambos muito próximos a vários títulos – incluindo negócios comuns.


Fonte: africamonitor.net



Higino Carneiro, identificado como sendo o principal parceiro angolano na Pumangol, de facto não o é, nem poderia ser, dada a sua actual condição de persona nom grata no círculo presidencial (AM 596), inclusive com implicações nefastas para os seus negócios privados.


A sua actividade política está presentemente circunscrita à vice-presidência da bancada parlamentar do MPLA; o mau relacionamento que tem com o respectivo presidente, Fontes Pereira, é fomentado por intrigas provindas do círculo presidencial.


No último congresso do MPLA (AM 606) José Eduardo dos Santos pretendeu afastá-lo do CC, embora sem o conseguir. A ligação pretensamente estabelecida entre H Carneiro e a Pumangol foi devida a uma analogia: a sua participação, em sociedade com o brasileiro Gambogi de Souza, numa companhia aérea sediada no Brasil, a Puma Air (um dos seus mal sucedidos negócios).


Antes da constituição da Pumangol (o encaminhamento burocrático do processo foi feito em condições especiais e a um ritmo inusual em Angola, supostamente por influência directa das personalidades angolanas interessadas), a Sonangol, através da sua holding, anunciou a intenção de comprar 20% da participação do Trafigura Group na Puma Energy International, o que significa que por essa via tem igualmente interesses indirectos na nova empresa.



Desde a sua constituição, a Pumangol já implantou em Luanda 15 postos de distribuição de combustíveis, alguns dos quais de grandes dimensões. Os elevados padrões de eficiência reconhecidos à sua actividade (eliminados os estrangulamentos com que o mercado vinha funcionando), são devidos ao facto de se apoiar numa logística própria, completa – o “midstream”. Não depende da refinaria da Sonangol; importa directamente, de acordo com planos que traça e cuja execução controla.






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