Manifestações

Activistas voltam a pedir libertação de Dago Nível Intelecto

Luanda - Os jovens do auto-denominado Movimento Revolucionário exigem a libertação imediata do seu colega Dago Nivel Intelecto, condenado sumariamente a oito meses de prisão por ter proferido palavras consideradas injuriosas contra o juiz do Tribunal Provincial de Luanda.

*Manuel José
Fonte: VOA

Emiliano Catumbela, também integrante do Movimento Revolucionário, pede que a lei da amnistia seja aplicada 17 activistas para que consigam ter os seus documento e estudar.


Ele pergunta como que “meliantes como Catraio e Riquinho” beneficiam da amnistia, enquanto os jovens que são inocentes não''.


Contudo, os 17 activistas já disseram que recusam a amnistia porque não se perdoa a um inocente.


Para o activista Albano Bingo Bingo,''a amnistia não faz sentido, eu se for chamado a assinar algo não irei porque sou inocente, não se perdoa um inocente''.


Bingo Bingo pede também que as autoridades reconsiderem a prisão de Dago Nivel que não faz qualquer sentido e diz que “o juiz é foi injuriado com as mesmas palavras por Nito Alves, que não teve a mesma sentença”.

Preso Político transferido da comarca de Viana para Caquila

Luanda - O activista Nito Alves deslocou-se essa tarde para Comarca de Viana no intuito de fazer chegar alguns mantimentos alimentares ao Francisco Gomes Mapanda "Dago" e foi informado que não podia fazê-lo pois o Dago já não se encontrava na Comarca de Viana.

Fonte: Central Angola

Surpreendido com a situação, Nito contactou de imediato o oficial em serviço e o Director Nacional dos Serviços Prisionais que confirmaram que o Dago tinha sido transferido na tarde de sábado da Comarca de

Viana para Caquila, sem adiantarem mais detalhes.


Segundo um efetivo da Comarca de Viana que preferiu o anonimato, a transferência foi feita às pressas ao ponto de Dago ter deixado os seus bens pessoais incluindo materiais de higiene.


Presume-se no entanto que a mesma transferência deveu-se às últimas movimentações de activistas com protestos constantes defronte à Comarca de Viana exigindo a libertação do Dago.


Até ao momento familiares e amigos ainda não tiveram contacto com Dago após a transferência, não sabendo por isso a situação em que se encontra.

 

Apanhado oficial da Polícia que ordenou agressão contra ativistas

Lisboa - Foi identificado/apanhado  o oficial da Polícia Nacional responsável pela agressão contra  os sete activistas, em frente a uma prisão em Luanda, quando tentavam visitar um outro ativista. O responsável pela agressão é o intendente Eusébio, segundo uma denúncia do preso político e docente, Nuno Àlvaro Dala, nas redes sociais.

Fonte: Lusa/Club-k.net

"O responsável pela agressão é o intendente Eusébio"

“Este senhor é o intendente Eusébio. Ele, tal como o inspector-chefe Pedro Lemos e um responsável do Serviço Penitenciário são os responsáveis da agressão de que fomos alvo quando tentávamos visitar o Dago Nível.”, descreveu o activista que por outro lado adiantou a ocorrência de uma queixa junto ao Comando Provincial da Polícia, na tarde de sábado.

 

“Nos próximos dias serão também abertos processos-crime contra o responsável do Serviço Penitenciário. Cada um dos agentes participantes da agressão há-de pagar como previsto na Lei. Eu farei tudo o que estiver ao meu alcance para que a justiça seja feita. Não desistirei”, prometeu.


Luaty Beirão: "Que raio de país é este? Estivemos ali em que condição?"


Luaty Beirão, em entrevista à SIC Notícias, disse não compreender por que razão ele, e outros ativistas, foram este sábado detidos, enquanto aguardavam pela hora de visita na cadeia de Viana, em Angola, onde permanece detido outro ativista do grupo, Francisco Gomes Mapanda (Dago Nível).


"É difícil de descrever qual é a palavra técnica para descrever aquilo que nos fazem", queixou-se o luso-angolano, acusando a polícia de o "querer tirar à força de um sítio, sem apresentar uma prova legal". "Gostava de saber que lei estava a violar", apontou.

 

Luaty contou que se formou "um reboliço" e que a polícia arranjou confusão "desnecessariamente". O ativista diz ainda que foram abordados por cerca de 30 polícias fardados e outros 30 à paisana que, inclusivamente, os terão agredido. "Agrediram-nos ali na rua. Deram-me chapadas e pontapés. Estou com umas pontadas, não estou a conseguir respirar em condições", detalhou.

 

"Os que estavam à paisana começaram a tentar roubar os telemóveis de quem estava a filmar e a fotografar", descreve. Depois desse momento, segundo o ativista, meteram-nos no carro e levaram-nos para a esquadra, sem explicarem o porquê, sem apresentar qualquer prova ou justificação, reforça Luaty Beirão, que entretanto já foi posto em liberdade, juntamente com os outros sete elementos do grupo.

 

"Que raio de país é este. Nós estivemos ali em que condição? É detido, é retido, é o quê?", indigna-se o ativista que está plenamente convencido de que as detenções serviram só para "nos retirar de um sítio onde eles não queriam que nós estivéssemos".

 

De acordo com Luaty Beirão, durante a semana houve outros protestos e o desejo do grupo é que Dago Nível seja libertado, salientando que já foi cumprida metade da pena.

 

"Aquilo que ele fez no tribunal, o Nito também fez, e o Nito está solto. Dualidade de critérios? Fomos mostrar solidariedade, fomos ali em protesto nos primeiros dias, com cartazes, coisas muito simples, muito singelas, ainda assim os polícias acham que têm de nos tirar. Hoje era só para visitar, não era protesto nenhum", frisou.

 

O ativista disse que tentaram apresentar uma queixa contra os polícias agressores, mas foram aconselhados a fazê-lo na área de inspeção do comando geral da Polícia, para onde se deslocaram dois membros do grupo para abertura de um processo.

 

Luaty Beirão queixa-se de violência policial

Luanda - O ativista luso-angolano Luaty Beirão foi detido este sábado em Luanda, durante algumas horas, mas já regressou a casa.

Fonte: Lusa/RTP

A notícia foi avançada pelo Observador, que adianta que Luaty Beirão foi detido juntamente com outros sete ativistas em frente a uma prisão em Luanda, quando tentavam visitar um outro ativista.

 

Os oito ativistas estiveram detidos durante duas horas e alegam que foram agredidos pela Polícia Nacional de Angola.

 

A generalidade destes ativistas esteve em prisão preventiva entre 20 de junho e 18 de dezembro e depois em prisão domiciliária, até 28 de março. Nesse dia foram condenados a prisão, pena que começaram de imediato a cumprir, por decisão do tribunal, apesar dos recursos interpostos pela defesa.

 

Os ativistas foram libertados a 29 de junho por decisão do Tribunal Supremo, que deu provimento ao 'habeas corpus' apresentado pela defesa, pedindo que aguardassem em liberdade o resultado dos recursos da sentença da primeira instância.

Ativistas apresentam queixa

Os ativistas, entre os quais o luso-angolano Luaty Beirão, vão apresentar queixa por agressão da polícia, alegadamente ocorrida quando foram impedidos de visitar um dos colegas na comarca de Viana.

 

Em declarações à Lusa, Luaty Beirão referiu que o grupo se deslocou por volta das 10:00 à comarca de Viana, para visitar o ativista Francisco Gomes Mapanda, conhecido por "Dago Nível", mas até às 11:00 ainda não tinha começado a distribuição de senhas que dá acesso à visita, que terminava às 12:00.

 

Nesse sentido, o grupo pediu para falar com o responsável, para saber a causa da demora.

 

"Disseram-nos que tínhamos que ir para a porta principal e um comandante da polícia disse-nos que tínhamos que ir embora, mas nós não gostamos desse tipo de conversas", referiu Luaty Beirão, acrescentando que exigiram uma justificação.

 

Segundo o 'rapper', foram apresentadas três versões diferentes sobre as causas de não poder haver visitas.

 

"Entraram e fecharam a porta e começámos a bater para ver se eles abriam, não só abriram como veio todo o tipo de força de intervenção a dizer-nos para sairmos dali", explicou.

 

Luaty Beirão disse que o grupo foi agredido, salientando que "toda a gente sofreu, levou alguns pontapés e chapadas".

 

"Eu apanhei umas três chapadas", contou o ativista, salientando que a polícia não se coibiu de os agredir.

Protestos para libertar ativista detido

De acordo com Luaty Beirão, durante a semana houve outros protestos e o desejo do grupo é que "Dago Nível" seja libertado, salientando que já foi cumprida metade da pena.

 

"Aquilo que ele fez no tribunal, o Nito também fez, e o Nito está solto. Dualidade de critérios? Fomos mostrar solidariedade, fomos ali em protesto nos primeiros dias, com cartazes, coisas muito simples, muito singelas, ainda assim os polícias acham que têm de nos tirar. Hoje era só para visitar, não era protesto nenhum", frisou.

 

O grupo que foi levado pela polícia para o comando de divisão de Viana, foi convidado depois de 40 minutos a deixar as instalações, segundo Luaty Beirão.

 

O ativista disse que tentaram apresentar uma queixa contra os polícias agressores, mas foram aconselhados a fazê-lo na área de inspeção do comando geral da Polícia, para onde se deslocaram dois membros do grupo para abertura de um processo.

 

Dago Nível encontra-se a cumprir, desde março, uma pena de oito meses de prisão por ter gritado em tribunal, durante o julgamento do grupo de 17 ativistas condenados por atos preparatórios de rebelião e associação de malfeitores, que o mesmo era "uma palhaçada".

 

Ativistas angolanos acusam polícia de tortura após nova detenção

Luanda - Um grupo de oito ativistas, entre os quais Luaty Beirão, terão sido detidos este sábado durante duas horas pela Polícia Nacional angolana após tentarem visitar na prisão um outro ativista.

Fonte: DN

A notícia é avançada pelo Observador, que cita alguns dos ativistas do grupo 15+2, que nos últimos dias se têm manifestado em Luanda pedindo a libertação de Francisco Gomes Mapanda, conhecido como Dago. Dago foi condenado a oito meses de prisão por ter provocado desordem no tribunal, durante o julgamento em que os ativistas foram condenados por atos preparatórios de rebelião e associação de malfeitores. A pena termina em março do próximo ano.

 

Ao Observador, os ativistas disseram que tentaram este sábado pedir explicações para a suspensão das visitas a Dago. Perante a falta de informação, bateram no portão da Comarca de Viana e a polícia atuou. "Houve tortura, houve agressões, houve muita violência. Alguns até ficaram com hematomas", garantem.

 

De acordo com Divac Freire, um dos jovens visados, os oito ativistas foram metidos numa carrinha da Polícia Nacional de Luanda, que os levou até ao Comando Provincial, onde continuaram as agressões, durante cerca de duas horas.

 

Os oito ativistas foram depois colocados em liberdade e deverão agora apresentar queixa. A mulher de Luaty Beirão, Mónica Almeida, confirmou à agência Lusa a detenção, mas sublinhou que o rapper luso-angolano já está em casa.

 

A notícia da detenção dos ativistas foi igualmente avançada pelo site Club K, ligado ao movimento de protesto angolano.

 

Além de Luaty Beirão, terão sido detidos e agredidos Divac Freire, Nuno Dala, Elisabete Dala, Rosa Conde, Laurinda Gouveia, Albano Bingo Bingo e Graciano Brinco.

 

A generalidade destes ativistas esteve em prisão preventiva entre 20 de junho e 18 de dezembro e depois em prisão domiciliária, até 28 de março. Nesse dia foram condenados a prisão, pena que começaram de imediato a cumprir, por decisão do tribunal, apesar dos recursos interpostos pela defesa.

 

Os ativistas foram libertados a 29 de junho por decisão do Tribunal Supremo, que deu provimento ao 'habeas corpus' apresentado pela defesa, pedindo que aguardassem em liberdade o resultado dos recursos da sentença da primeira instância.

Última Hora: Luaty Beirão e amigos raptados pela Polícia

Luanda - Informações de última hora dão conta que Rosa Conde, Laurinda Gouveia, Graciano Brinco, Divac Freire, Luaty Beirão e mais activistas que se deslocaram essa manhã à Comarca de Viana, em visita ao preso Francisco Gomes Mapanda “Dago Nível”, foram brutalmente torturados e estão nessa altura a ser levados para local incerto num carro da Polícia Nacional.

Fonte: Central Angola

Noticia em desenvolvimento

 

Polícia impede manifestação em Angola que pedia libertação de activista

Luanda - A polícia angolana impediu nesta quinta-feira, 1, a realização de uma manifestação a favor da soltura do activista Francisco Gomes Mapanda“Dago Nível Intelecto”, condenado a oito meses de prisão pelo Tribunal de Luanda.

*Coque Mukuta
Fonte: VOA

“Dago Nível Intelecto” recebeu a pena por considerar, no Tribunal Provincial de Luanda, “uma palhaçada”, o julgamento dos 17 activistas, condenados a penas de prisão de dois anos e quatro meses a oito anos e meio.

 

Nito Alves, um dos promotores da manifestação, disse que duas dezenas de pessoas estiveram presentes.

 

“Não vamos descansar e vamos continuar a pedir a liberdade do Dago Nível”, revelou o activista, que destacou no entanto o facto de não ter havido nem detenções nem espancamentos.

 

Entretanto, António Tomás “Nicolas Radical”, um dos 17 activistas, foi agredido na noite de ontem no seu bairro.

 

A agressão, segundo ele, terá acontecido à porta da sua casa e desconfia que o queriam assassinar.

 

“Esses indivíduos não queriam levar nem dinheiro nem as coisas que estavam comigo, não entendi porque é que pegavam facas e me cafricavam (batiam). Eles só queriam mesmo me matar”, denunciou.

 

No mês passado Mónica de Almeida, a mulher do activista Luaty Beirão foi raptada e depois libertada, enquanto Gertrudes Dala, irmã de Nuno Álvaro Dala, foi vitima de um assalto de natureza suspeita

Nito Alves conta episódio em que sentiu “a morte a bater-lhe à porta”

Washington - Nesta entrevista exclusiva à Rádio Angola, o activista cívico Manuel Nito Alves, conta algumas “peripécias” passadas nas cadeias de Luanda, durante o tempo que o jovem de apenas 20 anos.

Fonte: Radio Angola

O activista em liberdade condicional sob termo de identidade e residência por decisão do Tribunal Supremo desde o dia 29 de Junho de 2016, reafirma que em Angola “impera” uma ditadura alimentada pelo regime do MPLA liderado pelo presidente José Eduardo dos Santos.

 

Aos microfones da Rádio Angola, Manuel Nito Alves, de 20 anos, natural da província do Huambo, contou que “em dado momento sentiu a morte a bater-lhe à porta” ao ser “abandonado” num dos corredores da Comarca de Viana, quando este padecia da Febre-Amarela, uma epidemia que nos primeiros meses do ano de 2016, ceifou vidas de centenas de angolanos, em Luanda e um pouco por todo o país.

 

À Rádio Angola, Manuel Nito Alves disse que não se sente inibido pelas “atrocidades sofridas” nas selas por onde esteve ao longo de um ano e promete que vai continuar a promover e participar em “manifestações pacíficas” por entender que o “problema de Angola” é na sua visão, o “MPLA e o seu líder José Eduardo dos Santos”, que para o jovem activista, “são os culpados pela desgraça da Angola e da esmagadora maioria da população”.

 

Acompanhe a entrevista completa que o activista Nito Alves concedeu à Rádio Angola: http://www.blogtalkradio.com/radioangola/2016/08/31/nito-alves-contou-que-em-dado-momento-sentiu-a-morte-a-bater-lhe-porta

 

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